Língua PortuguesaPonto de vista e posicionamento do autorConsulplan 2016
CBM PA
Questão de Língua Portuguesa
O direito à literatura O assunto que me foi confiado nesta série é aparentemente meio desligado dos problemas reais: “Direitos humanos e literatura”. As maneiras de abordá‐lo são muitas, mas não posso começar a falar sobre o tema específico sem fazer algumas reflexões prévias a respeito dos próprios direitos humanos. [...] [...] pensar em direitos humanos tem um pressuposto: reconhecer que aquilo que consideramos indispensável para nós é também indispensável para o próximo. Esta me parece a essência do problema, inclusive no plano estritamente individual, pois é necessário um grande esforço de educação e autoeducação a fim de reconhecermos sinceramente este postulado. Na verdade, a tendência mais funda é achar que os nossos direitos são mais urgentes que os do próximo. [...] a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possa viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabulado. [...] Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito. [...] Portanto, a luta pelos direitos humanos abrange a luta por um estado de coisas em que todos possam ter acesso aos diferentes níveis de cultura. A distinção entre cultura popular e cultura erudita não deve servir para justificar e manter uma separação iníqua, como se do ponto de vista cultural a sociedade fosse dividida em esferas incomunicáveis, dando lugar a dois tipos incomunicáveis de fruidores. Uma sociedade justa pressupõe o respeito dos direitos humanos, e a fruição da arte e da literatura em todas as modalidades e em todos os níveis é um direito inalienável. (CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul; São Paulo: Duas Cidades, 2004.)
Diante das ideias do autor, é correto afirmar que o texto possui como tese:
Mais questões de Ponto de vista e posicionamento do autor
- Legatus 2026A descrição das interações entre agentes de IA no Moltbook contribui para construir um tom predominantemente
- SUSTENTE 2026A leitura global do texto permite concluir que a crítica central do autor dirige-se à
- IVIN 2026“Participei da banca que examinou uma tese de doutorado cujo tema era os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores”. (3º parágrafo) Diante…
- IGEDUC 2026A conclusão do texto, em que Mitchell afirma ter "ganho de presente uma vida normal", sugere uma reflexão que ultrapassa o campo médico e científico. Essa reflexão está ligada:
- Vunesp 2026É possível notar uma opinião do autor em:
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


