Língua PortuguesaPonto de vista e posicionamento do autorVunesp 2023
Pref Araçatuba
Questão de Língua Portuguesa
Educação midiática Avaliar a confiabilidade de uma informação antes de repassá-la, identificar a intenção das mensagens a que estamos expostos, compreender o papel do jornalismo na sociedade e, principalmente, reconhecer a responsabilidade de cada um de nós ao produzir e compartilhar conteúdos. Esses são alguns dos temas incluídos no currículo de escolas preocupadas com a avalanche de fake news que vem corroendo o direito da população a informações de qualidade. “Unimos dados históricos ao ensino de pesquisa digital para que os alunos possam reconhecer mensagens falsas, aprendam a elaborar perguntas e, na dúvida, sempre verifiquem a informação”, contou Rita de Cássia Baccari, professora de educação digital na EMEF M’Boi Mirim II, na zona sul de São Paulo. Além de diversos projetos pelo país, o que mais chama atenção é o entendimento crescente de que a tarefa de combater fake news e navegar com responsabilidade pelo universo da informação precisa ser incorporada ao currículo das escolas. Nesse contexto, o EducaMídia, programa criado para capacitar professores e organizações de ensino e engajar a sociedade no processo de educação midiática dos jovens, desenvolveu diversos materiais didáticos adotados pela rede pública do Estado de São Paulo, além de ter parcerias com outras dez secretarias de educação para formação de professores. A educação midiática no Brasil, ainda que não seja uma política pública com nome e sobrenome, encontra diversos espaços de aplicação na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Esta é uma oportunidade que não podemos desperdiçar. O documento, que norteia a construção de currículos escolares, dá importante destaque para a cultura digital, preconizando a necessidade de os estudantes reconhecerem diferentes gêneros midiáticos, avaliarem a confiabilidade das informações que consomem e produzirem conteúdos com responsabilidade. Diante dos imensos desafios trazidos pela desinformação, não há solução mágica que transforme o cenário da noite para o dia — é preciso investir em educação de qualidade, abrindo as escolas para os problemas atuais e criando oportunidades para que crianças e jovens sejam agentes de transformação. (Daniela Machado. O tempero brasileiro para uma educação finlandesa. Folha de S. Paulo, 08.12.2022)
Pode-se identificar a opinião da autora do texto no trecho:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

