Língua PortuguesaTempos verbais do indicativoInstituto ACCESS 2025
Pref Estrela Dalva
Questão de Língua Portuguesa
O que aconteceria se o mundo todo acendesse a luz ao mesmo tempo? Se todas as pessoas do mundo acendessem suas luzes simultaneamente, o principal impacto seria um aumento expressivo na demanda por eletricidade, já que a maior parte da população global utiliza energia elétrica para iluminação. A eletricidade, forma de energia obtida a partir de diferentes fontes, é produzida em usinas que utilizam carvão, gás natural, urânio, água, vento ou luz solar. Essas usinas fornecem energia para uma rede de transmissão e distribuição — a chamada rede elétrica — responsável por levar eletricidade às residências e aos estabelecimentos comerciais. Para garantir a estabilidade dessa rede, é necessário que a eletricidade seja fornecida conforme a demanda. Sempre que alguém acende uma luz, consome energia da rede, e um gerador precisa compensar imediatamente essa retirada com a mesma quantidade de energia. Qualquer desequilíbrio, mesmo que por poucos segundos, provoca um apagão. A rede elétrica é monitorada por operadores que utilizam sensores e sistemas computacionais avançados, ajustando a produção de energia de acordo com a carga, que representa a demanda total. Essa carga varia de hora em hora e conforme a estação do ano, refletindo, por exemplo, a diferença de consumo entre madrugada e dia, ou entre o verão e o outono. Se todas as luzes fossem acesas ao mesmo tempo, haveria um pico abrupto de demanda energética. Para evitar falhas no sistema, seria necessário que as usinas aumentassem rapidamente sua produção, o que nem sempre é possível. Usinas nucleares e a carvão conseguem gerar grande quantidade de eletricidade, mas respondem lentamente a variações e demandam horas para reativação em caso de desligamento. Já as usinas movidas a gás natural reagem com maior rapidez, sendo mais indicadas para cobrir picos, como os que ocorrem em tardes quentes e ensolaradas. As fontes renováveis — como solar, eólica e hidráulica — emitem menos poluentes, mas são menos controláveis, uma vez que dependem de fatores naturais, como vento e luz solar, que não são constantes. Para compensar essas variações, gestores da rede utilizam baterias de grande porte, que armazenam energia para liberação posterior. No entanto, a tecnologia atual ainda não permite que essas baterias abasteçam, por si só, cidades inteiras, tanto por questões de custo quanto pela capacidade limitada de armazenamento. Algumas operadoras hidrelétricas conseguem acumular água em lagos durante períodos de baixa demanda e, em seguida, liberá-la para gerar energia nos momentos de maior necessidade, por meio de turbinas. Apesar dos riscos, dois fatores evitariam um colapso global. Em primeiro lugar, não há uma única rede elétrica mundial. A maioria dos países possui redes próprias ou subdivisões regionais. Algumas redes vizinhas, como as dos Estados Unidos e Canadá, são interconectadas, permitindo transferência de energia entre fronteiras. No entanto, essas conexões podem ser rapidamente interrompidas, o que limita a propagação de falhas em larga escala. Em segundo lugar, a substituição das lâmpadas tradicionais por lâmpadas de LED, nas últimas duas décadas, reduziu consideravelmente o consumo de energia para iluminação. O LED produz mais luz com menos energia. Segundo o Departamento de Energia dos EUA, essa substituição gera uma economia média de 225 dólares por ano por família. Em 2020, quase metade dos lares americanos utilizava LEDs para a maior parte da iluminação doméstica. O uso excessivo de iluminação à noite é frequente: prédios comerciais permanecem iluminados mesmo vazios, e postes de luz, muitas vezes, direcionam a luz para cima, em vez de focar ruas e calçadas. Mesmo os sistemas mais bem projetados podem contribuir para que cidades e rodovias fiquem visíveis do espaço, enquanto as estrelas desaparecem da visão a olho nu. Esse excesso de luz noturna afeta também a saúde humana, ao interferir nos ciclos biológicos de sono e vigília, além de prejudicar animais silvestres, como insetos, aves e tartarugas marinhas, que se desorientam com a luminosidade artificial. Se todas as pessoas do mundo acendessem suas luzes ao mesmo tempo, haveria apenas um aumento moderado no consumo energético. No entanto, a poluição luminosa cresceria drasticamente, fazendo desaparecer as estrelas do céu noturno — um cenário pouco desejável. https://www.bbc.com/portuguese/articles/c627zxly3vwo.adaptado.
Se todas as luzes "fossem" acesas ao mesmo tempo, "haveria" um pico abrupto de demanda energética. Os verbos destacados na frase encontram-se conjugados, respectivamente, no:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



