Língua PortuguesaInterpretação de textosCMS 2024
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Questão de Língua Portuguesa
33 TEXTO 11 (refere-se às questões 35, 36, 37 e 38) O dono da bola 1 Este é o Caloca. Ele é um amigo legal. Mas ele não foi sempre assim, não. Antigamente ele 2 era o menino mais enjoado de toda a rua. E não se chamava Caloca. O nome dele era Carlos 3 Alberto. E sabem por que ele era assim enjoado? Eu não tenho certeza, mas acho que é porque ele 4 era o dono da bola. Mas me deixem contar a história, do começo. 5 Caloca morava na casa mais bonita da nossa rua. Os brinquedos que Caloca tinha, vocês não 6 podem imaginar! Até um trem elétrico ele ganhou do avô. E tinha bicicleta, com farol e buzina, e 7 tinha tenda de índio, carrinho de todos os tamanhos e uma bola de futebol, de verdade. Caloca só 8 não tinha amigos. Porque ele brigava com todo mundo. Não deixava ninguém brincar com os 9 brinquedos dele. Mas futebol ele tinha que jogar com a gente, porque não se pode jogar sozinho. 10 O nosso time estava cheio de amigos. O que nós não tínhamos era bola de futebol. Só bola 11 de meia, mas não é a mesma coisa. Bom mesmo é bola de couro, como a do Caloca. Mas, toda vez 12 que a gente ia jogar com Caloca, acontecia a mesma coisa. Era só o juiz marcar qualquer falta do 13 Caloca que ele gritava logo: 14 Assim eu não brinco mais! Dá aqui a bola! 15 E, assim, Carlos Alberto acabava com tudo que era jogo. A coisa começou a complicar 16 mesmo, quando resolvemos entrar no campeonato do nosso bairro. A gente precisava treinar com 17 bola de verdade para não estranhar na hora do jogo. Mas os treinos nunca chegavam ao fim. Carlos 18 Alberto estava sempre procurando encrenca: 19 Se Beto jogar de centroavante, eu não jogo! 20 Se eu não for o capitão do time, vou embora! 21 Se o treino for muito cedo, eu não trago a bola! 22 E quando não se fazia o que ele queria, já se sabe, levava a bola embora e adeus, treino. Toda 23 vez que o Carlos Alberto fazia isso, ele acabava voltando e dando um jeito de entrar no time de 24 novo. Mas, daquela vez, nós estávamos por aqui com ele. A primeira vez que ele veio ver os treinos, 25 ninguém ligou. Aí, o Carlos Alberto resolveu jogar bola sozinho. A gente passava pela casa dele e 26 via. Ele batia bola com a parede. Acho que a parede era o único amigo que ele tinha. Mas eu acho 27 que ele já não estava gostando de estar sempre sozinho. 28 Na quarta, no meio do treino, lá veio ele com a bola debaixo do braço. 29 Oi, turma, que tal jogar com uma bola de verdade? 30 Nós estávamos loucos para jogar com a bola dele. Mas não podíamos dar o braço a torcer. 31 Olha, Carlos Alberto, você apareça outra hora. Agora, nós precisamos treinar disse 32 Catapimba. 33 Mas eu quero dar a bola ao time. De verdade! 34 Nós todos estávamos espantados: 35 E você nunca mais pode levar embora? 36 E o que é que você quer em troca? 37 Eu só quero jogar com vocês... 38 Os treinos recomeçaram, animadíssimos. O final do campeonato estava chegando e nós 39 precisávamos recuperar o tempo perdido. Carlos Alberto estava outro. Jogava direitinho e não criava 40 caso com ninguém. 41 E, quando nós ganhamos o campeonato, todo mundo se abraçou. Adaptado: Ruth Rocha. Marcelo, marmelo, martelo e outras histórias. (Adaptado) São Paulo, Salamandra, 1999. 34
Com base no texto “O dono da bola” é possível afirmar que Carlos Alberto:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
