Língua PortuguesaInterpretação de textosDEPSEC UNIFAP 2004
Pref Macapá
Questão de Língua Portuguesa
Texto I Na cidade todos riam dele. Quá! Quá! Quá! Quá! Dizia cada bobaaaaaagem! Fazia cada besteira! Só vendo. Se fosse palhaço, estava tudo certo. Só que não era. Palhaço diz bobagem de brincadeira. Godó não. Riam tanto dele – coitado! – que às vezes esqueciam até que Godó também era gente. Crianças puxavam cabelo, botavam rabo de papel, jogavam coisas nele, cutucavam com vara, debochavam dele na cara! Sem dó. Godó! Godó! Seu cara de bocó! Godó! Godó! Seu cara de bocó! E Godó? Parecia que nem se importava. Só ria. Assim ó. Riso bem espalhado. Só ria com aquele seu jeito de anão. - Por que você não reage, Godó? Reage, bobo! E vocês pensam que ele fazia o quê? Só abria um sorriso tamanho-família, desses bem medidos, e nem ligava. Parecia que nem era com ele. - Quantos anos tem o Godó? – pergunta Lila, menininha sabida, que adora sua trança comprida, mais que tudo na vida. - E eu sei? - Você sabe, Juninho? – quer saber Nita, que é boba, mas bonita. A diversão maior da garotada era fazer perguntas a Godó e ouvir as bobagens que ele dizia. Todo mundo ria. Quá! Quá! Quá! Quá! Um dia mostraram um vermelho e disseram: - Olha só, Godó, que verde lindo! - Éééééé! – fez Godó, com a cara deslumbrada, cara de festa. Outro vinha com esta: - Olha só este quadrado. Só que o quadrado era triângulo ou retângulo. Godó olhava aquilo embasbacado, extasiado e repetia: - Quadrado, né? Quadrado! Poooooxa! - Godó, quanto é dois mais dois? Godó só ria. Não sabia. Mostravam um A e ele dizia que era O. Mostravam um O e ele jurava que era E. - É? - É. Pois é. Ler? Que esperança! Escrever? Nem sonhando. Ta brincando? - Olha só a Lua! – gritava Joãozinho, apontando o Sol. - Lua, Lua! – repetia Godó. – É sua? Quem mora lá? Todos riam. Todos se divertiam. Quá! Quá! Quá! Quá! Sem dó. Pedro Bloch
Com base no texto, podemos afirmar que Godó mora
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
