Língua PortuguesaElipse e substituição lexicalCPSI (UFPEL) 2016
UFPEL
Questão de Língua Portuguesa
1 As lagartixas existem há milhões de anos na Terra, mas foi só em 1960 que os cientistas finalmente descobriram 2 como esses pequenos répteis parentes dos lagartos conseguem desafiar a gravidade e andar pelas paredes e teto sem cair. 3 Antes, acreditava-se que essa habilidade estava relacionada à existência de pequenas ventosas nas patas da 4 lagartixa que as "colavam" na parede. No entanto, a hipótese foi descartada porque o réptil também andava em superfícies 5 onde as ventosas não teriam aderência, como em locais molhados ou muito lisos ou no vácuo. 6 Em 1960, um cientista alemão chamado Uwe Hiller sugeriu que essa habilidade estava relacionada a um tipo de 7 força de atração e repulsão entre as moléculas da pata da lagartixa e as da parede. Essa força é conhecida na Física como 8 força intermolecular de Van der Waals. 9 Na prática, funciona assim: as patas das lagartixas têm milhões de pequenos pelos, chamados de setae -- uma 10 espécie de cerda queratinosa minúscula com terminação pontiaguda microscópica. Quando a lagartixa dá um passo, há um 11 deslocamento de elétrons entre os átomos da pata da lagartixa e os átomos da superfície parede, gerando uma força de 12 atração intermolecular que a mantém grudada na vertical. 13 Esta força de adesão da lagartixa é a seco. Se fosse uma adesão úmida, com substâncias mucosas ou oleosas criando 14 uma "cola" e agindo pela pressão negativa (o vácuo), ela não conseguiria andar em superfícies molhadas e muito lisas. 15 Recentemente, também descobriram que, além dos dedos grandes com muitas cerdas, as lagartixas também 16 "endurecem" o corpo de forma geral ao andar, o que aumenta as forças de Van der Waals. 17 Mas não pense que todo mundo acreditou na explicação dada por Hiller lá em 1960. Foi só quarenta anos depois 18 que uma equipe de cientistas conseguiu provar que o fato de as lagartixas conseguirem andar pelas paredes sem cair estava 19 mesmo relacionado às forças intermoleculares. 20 Curiosidade 21 Outro fato interessante sobre as lagartixas é que, diante do perigo, elas perdem parte da cauda em um processo 22 chamado de autotomia. Enquanto o rabo continua movimentando-se involuntariamente, chamando a atenção do predador, 23 a lagartixa consegue fugir. A espécie tem pontos pré-determinados de quebra da cauda, sempre começando por partes mais 24 distantes do corpo. 25 A cauda tem capacidade de se regenerar em até três semanas. A única diferença é que ela não terá mais vértebras 26 em seu interior, mas cartilagem (como a das nossas orelhas). Fontes: Marcelo Fernandes, paleontólogo da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), e Renato Gregorin, professor do departamento
Na expressão às forças intermoleculares (linha 19), às pode ser substituído, sem trazer prejuízo ao sentido do texto, por
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


