Questões de Matemática · SUCONS UEMA

MatemáticaSistemas de equações do 1º grauSUCONS UEMA 2010

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Questão de Matemática

No Sermão do bom Ladrão, Antonio Vieira cita um diálogo entre um pirata e Alexandre Magno, o rei da Macedônia, que navegava pelo Mar Erithreu a conquistar a Índia. Leia um fragmento desse diálogo. Basta, senhor, porque eu que roubo em uma barca sou ladrão, e vós que roubais em uma armada, sois imperador? E assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. VIEIRA, Antonio. O Sermão do Bom Ladrão. São Paulo: Martin Claret, 2006. p. 118. Com base no fragmento acima, responda às questões 49 e 50. 49 O termo destacado no trecho é, em geral, utilizado como nome próprio. No texto, porém, ele recebe do autor um emprego especial (no plural). Isso constitui um recurso chamado: a) Anáfora. b) Eufemismo. c) Pleonasmo. d) Metonímia. e) Aliteração. 50 Em relação à palavra “Alexandres”, pode-se inferir que padre Vieira, ao usá-la, quis: a) estabelecer um discurso apropriado para o contexto da época, levando o ouvinte/leitor a decifrar o enigma. b) falar dos que, como Alexandre Magno, alcançaram poder e fama, por meio de conquistas e apropriações indevidas. c) inserir o ouvinte/leitor em uma atmosfera de questionamentos e perplexidades, diante do poder retórico. d) explicar com detalhes ao ouvinte/leitor uma polêmica acerca do papel histórico que Alexandre ocupou na Macedônia. e) criar no ouvinte/leitor a condição de crítico ficcionista. 1ª Etapa – 14/11/2010 das 13h às 18h - 16 - 51 Patativa do Assaré registra em sua poesia vivências do âmbito social, cultural, político e religioso, que constituem a alma sertaneja. Acerca desses aspectos, apresentam-se, nas opções a seguir, fragmentos extraídos do poema A triste partida. Em qual dessas opções se reconhece significativa manifestação de uma crendice ou superstição? a) E vende o seu burro, o jumento e o cavalo, Inté mêrmo o galo Vendêro também, Pois logo aparece feliz fazendêro, Por pôco dinhêro Lhe compra o que tem. b) Agora pensando segui ôtra tria, Chamando a famia Começa a dizê: Eu vendo meu burro, meu jegue e o cavalo, Nós vamo a São Palo Vivê ou morrê. c) A treze do mês ele fez a experiença, Perdeu sua crença Nas pedra de sá. Mas nôta experiença com gosto se agarra, Pensando na barra Do alegre Natá. d) Em riba do carro se junta a famia; Chegou o triste dia, Já vai viajá. A seca terrive, que tudo devora, Lhe bota pra fora Da terra natá. e) De pena e sodade, papai, sei que morro! Meu pobre cachorro, Quem dá de comê? Já ôto pergunta: - Mãezinha, e meu gato? Com fome, sem trato, Mimi vai morrê! 52 Leia o texto a seguir. No meu sertão Boa noite, gente rica De sabença e inducação, Peço que descurpe os erro Desta minha falação. Não conheço português, Apois eu por minha vez Nunca mexi com pape, Mas vou fala na linguage Da minha gente servage, Entenda lá quem pude! Se eu nunca fui à escola Inducação eu não tenho, Mas porém peço licença Mode eu dize de onde venho, E onde é meu torrão querido, Lá onde eu tenho vivido, Que eu não quero que argúem pense Que sou sujeito de fora, Apois eu tive a gulora De também sê cearense. ASSARÉ, Patativa. Inspiração Nordestina. São Paulo: Hedra, 2003. p. 123. A partir da leitura do trecho poético acima, pode-se inferir que o eu-lírico: I – estabelece com naturalidade um contraponto entre os aspectos formal e informal da língua portuguesa. II – enfatiza liricamente um sentimento nativista. III – retoma o ambiente urbano como cenário poético. Está correto o que se afirma apenas em: a) I. b) II. c) III. d) II e III. e) I e II. O texto a seguir serve de referência para as questões 53 e 54. Os patifes que contavam pelas ruas e ladeiras, em frente ao Mercado e na feira de Água dos Meninos, os momentos finais de Quincas (até um folheto com versos de pé-quebrado foi composto pelo repentista Cuíca de Santo Amaro e vendido largamente), desrespeitavam assim a memória do morto, segundo a família. E memória de morto, como se sabe, é coisa sagrada, não é para estar na boca pouco limpa de cachaceiros, jogadores e contrabandistas de maconha. Nem para servir de rima pobre a cantadores populares na entrada do Elevador Lacerda, por onde passa tanta gente de bem, inclusive colegas de repartição de Leonardo Barreto, humilhado genro de Quincas. Quando um homem morre, ele se reintegra em sua respeitabilidade a mais autêntica, mesmo tendo cometido loucuras em sua vida. A morte apaga, com sua mão de ausência, as manchas do passado e a memória do morto fulge como diamante. 1ª Etapa – 14/11/2010 das 13h às 18h - 17 - Essa a tese da família, aplaudida por vizinhos e amigos. Segundo eles, Quincas Berro Dágua, ao morrer, voltara a ser aquele antigo e respeitável Joaquim Soares da Cunha, de boa família, exemplar funcionário da Mesa de Rendas Estadual, de passo medido, barba escanhoada, paletó negro de alpaca, pasta sob o braço, ouvido com respeito pelos vizinhos, opinando sobre o tempo e a política, jamais visto num botequim, de cachaça caseira e comedida. Em realidade, num esforço digno de todos os aplausos, a família conseguira que assim brilhasse, sem jaça, a memória de Quincas desde alguns anos, ao decretá-lo morto para a sociedade. Dele falavam no passado quando, obrigados pelas circunstâncias, a ele se referiam. Infelizmente, porém, de quando em vez algum vizinho, um colega qualquer de Leonardo, amiga faladeira de Vanda (a filha envergonhada), encontrava Quincas ou dele sabia por intermédio de terceiros. Era como se um morto se levantasse do túmulo pra macular a própria memória: estendido bêbedo, ao sol, em plena manhã alta, nas imediações da rampa do Mercado ou sujo e maltrapilho, curvado sobre cartas sebentas no átrio da igreja do Pilar ou ainda cantando com voz rouquenha na ladeira de São Miguel, abraçado a negras e mulatas de má vida. Um horror! AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. 79ª edição. Rio de Janeiro: Record, 1999. 53 Avalie as propostas constantes dos itens a seguir a respeito do texto acima, considerando o contexto da obra A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. I – Evidenciam-se nesse trecho passagens comprobatórias do drama vivido por Quincas que o caracterizam como ambicioso e corrupto. II – Pode-se inferir que, com certa ironia, o escritor leva o leitor a uma Bahia, e por extensão a um Brasil, onde se instaura um modelo burguês, por força de uma ordem social prevalente. III – A família de Quincas sempre recusou seguir os estereótipos sociais que resvalam para o preconceito. IV – No texto, as expressões “segundo a família” e “a tese da família” podem indicar uma deferência do narrador à família de Quincas, camuflando, porém, outra intenção. V – A tese da família de Quincas busca retirá-lo do lugar marginal em que ele viveu, nos últimos tempos, e trazê-lo à memória de cantadores populares, amigos do morto. As proposições avaliadas corretamente são, apenas: a) II e IV. b) III e V. c) I e V. d) II, III e IV. e) I, II e III. 54 Quanto às estruturas linguísticas, considerando o contexto, pode-se afirmar, de acordo com a norma padrão que, no trecho, a) o termo entre parênteses “(a filha envergonhada)” exerce a função de aposto ao termo “amiga faladeira de Vanda”. b) as palavras “repentista”, “cantadores”, “contrabandista” são adjetivos: todas especificam atributos a nomes de pessoas. c) a expressão “como se sabe” (segundo período) estabelece uma relação concessiva com a oração “E memória de morto é [...] coisa sagrada...” d) as palavras “patifes”, “jogadores”, “cachaceiros” nomeiam, caracterizando semanticamente, pessoas: classificam-se como substantivos. e) a expressão final “Um horror!” tem a função de sujeito oracional. 55 Examine com atenção os trechos abaixo, todos extraídos da obra A morte e a morte de Quincas Berro Dágua. ● “... a gorducha até que vale uns trancos... tem uma padaria que dá gosto. Um saco de peidos.” ● “Tanta sorte fedia a bandalheiras.” ● “ Está um senhor [...] – defunto porreta.” ● “ Tou com fome [...]” ● “ É melhor tirar o paletó para não esculhambar.” ● “ Tu quer ir?” Leia a seguir alguns comentários da crítica especializada, acerca da linguagem e do estilo de escritores da literatura brasileira. I – Revelava sua visão amarga, mas lúcida do mundo, em linguagem seca e precisa. 1ª Etapa – 14/11/2010 das 13h às 18h - 18 - II – Colecionador de palavras ou termos de outra origem, como se fosse quase um geógrafo estudioso da língua. III – Seu projeto de incorporação da linguagem popular à literatura carrega as marcas de sua militância. IV – Possuía uma retórica elegante, sempre correta, e dizia: “ com que fina arte faço eu a maior transição deste livro.” V – Integrou-se à postura modernista que celebrou ‘a língua errada do povo’ como certa. À vista das características da linguagem encontradas nos trechos extraídos da obra de Jorge Amado, é correto concluir que elas se identificam com os comentários presentes apenas em: a) II e IV. b) III e V. c) I e IV. d) I, II e III. e) II, III e V. 56 A função conativa da linguagem é centrada no receptor. Nesse caso, o autor da mensagem procura provocar no decodificador uma reação, usando estratégias sedutoras. Examinem-se algumas mensagens publicitárias a seguir.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)Figura da questão (imagem do caderno de prova)Figura da questão (imagem do caderno de prova)Figura da questão (imagem do caderno de prova)

Com relação à função conativa, pode-se afirmar que: a) em todas as mensagens reproduzidas foi dada prioridade ao referente com adjetivação verbal e adjetivação não verbal. b) nas mensagens reproduzidas, o autor centra-se, com foco exclusivo, no produto divulgado. c) em todas as mensagens apresentadas, o interlocutor (você), presente ou identificado pelas formas verbais, é marca forte dessa função. d) as mensagens referidas dispensam o interlocutor, centrando-se em si mesmas, na sua própria elaboração artística. e) nessas mensagens a explicação dos termos estrangeiros é a grande exploração da função conativa. 1ª Etapa – 14/11/2010 das 13h às 18h - 19 -

O Sacolão São José vende bananas e mangas em cestas, que contêm determinadas quantidades dessas frutas. A quantidade de cada uma das frutas e o preço, em real, de dois tipos dessas cestas, estão indicados a seguir:

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

O valor a ser pago por uma cesta contendo 25 bananas e 48 mangas é:

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