Questões de Língua Portuguesa · Legalle

Língua PortuguesaVerbos defectivos e abundantesLegalle 2026

CM Cerro Largo

Questão de Língua Portuguesa

Quando se escolhe a profissão errada É quimérico imaginar que possa existir um modelo infalível para dar ao jovem a certeza de que a escolha profissional, orientada por testes vocacionais, resultará em realização pessoal, porque infelizmente essas orientações são baseadas em critérios subjetivos. E então a certeza se esvai porquanto somos diferentes em sonhos, exigências e expectativas. O fato de que as mesmas conquistas que empolgam a uns enfaram a outros explica a insegurança que ronda as cabecinhas imaturas dos nossos jovens, especialmente nesta época do ano, com o fantasma do vestibular solto por aí. Não vale a argumentação de que o jovem deste século se mostra menos interessado, mais imediatista e menos comprometido. Mesmo que essa ambição de conquista neles pareça menos evidente, na essência somos iguais. De geração em geração, a busca de sucesso e reconhecimento nunca se modificou porque, embora o mundo mude tecnológica e socialmente, o desejo humano de poder, riqueza ou conquista é uma constante universal. Por conta da natureza humana imutável, os nossos netos terão, com estratégias adequadas a cada um, os mesmos impulsos que tivemos e teimamos em conservar, porque a essência do desejo não evolui nem diminui. O que não se pode é abdicar da felicidade, que depende sim de coragem e determinação, mas sem jamais renunciar a uma dose saudável de utopia. Como a felicidade dos pais depende, desde sempre, do sucesso da prole, se justifica a ansiedade de vê-los garimpando nas atitudes das crias ansiosas aqueles indícios que signifiquem "agora sim encontramos o caminho!" e tenham que se contentar com um sinal tão sutil quanto é o brilho no olho. Talvez porque tenham aprendido que a falta desse brilho é o fim da esperança. Entendido assim, nada é mais injusto que o tempo desperdiçado na busca de um ideal que não se realize, e esse é o risco de escolha equivocada na encruzilhada mais importante da vida. A construção do infortúnio pessoal começa quando, por falta de orientação, maturidade ou fantasia, se escolheu a profissão errada e, seguindo a tendência da maioria, não se teve a decisiva coragem de admitir que errou o caminho para assumir o equívoco e começar de novo. Na tentativa desesperada de se justificar na inércia, a frase mais usada pela família como pretensamente estimulante é: "Não jogue fora o que você conseguiu até aqui com tanto esforço. Continue, você vai acabar se acostumando!" Apoiado na ilusão de que vocação possa ser despertada com paciência e oração, e no afã de valorizar as pequenas conquistas do passado recente, se joga fora o futuro, longo e monótono, tornado insuportável pela escolha infeliz. O desfecho é previsível: teremos um profissional medíocre, sem ambição ou propósito, falando mal da profissão que nunca amou, e que envelhecerá sem descobrir o quanto ela pode retribuir de felicidade aos seus amantes devotados e fiéis. Autor: J.J. Camargo - GZH (adaptado)

Os verbos flexionam-se em diferentes tempos e modos, indicando a relação da ação com o momento da fala e a atitude do enunciador em relação ao fato expresso. Nessa direção, no trecho teremos um profissional medíocre (l.57-58), a forma verbal teremos encontra-se no:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.