Língua PortuguesaTempos verbais do indicativoBioS Concursos 2019
Pref Dormentes
Questão de Língua Portuguesa
O Sol Azul A professora pediu para todo mundo fazer um desenho. O Beto abriu o caderno, cheinho de folhas brancas. Bateu o olho no giz de cera azul, pegou e fez um Sol. E o sol pode ser azul? Claro! E sabe o que mais? Também pode ser verde, rosa, vermelho e até cinza com bolinhas roxas. No céu de verdade, o Sol parece que é amarelo, mas isso é no céu de verdade! No papel, pode de todo jeito. O que não pode é ter preguiça de imaginar. Na imaginação, o Sol pode ser diferente. A menina também. Ela pode ter laço de fita ou chapéu na cabeça. Pode ter cabelo comprido, curto, solto ou preso - e até ser careca! O menino pode ser grande ou pequeno, sério ou risonho, colorido por dentro ou levar só um contorno de lápis preto. A imaginação não dá muita bola para a realidade, não. Ela é mais amiga da fantasia, da liberdade, da arte e da vontade! O Beto aproveitou o sol azul e fez uma árvore amarela. Ele achou que ficou bonito. E não é que ficou mesmo? Lembra até o quadro que tem na casa da tia dele. Para você que não viu o quadro, vou contar como é. Tinha o desenho de uma mulher - mas que mulher esquisita aquela! Além de amarela, ela voava! Mas espere um pouco: não era uma mulher, era um quadro. O quadro que ficava na casa da tia do Beto, lembra? E quadro é que nem papel que a gente usa para desenhar: pode ter as coisas do jeitinho que a gente costuma ver. Mas também vale ter gente amarela e que voa! O Beto olhou para o papel: ele tinha agora um sol azul, uma árvore amarela e até uma nuvem em forma de flor. A nuvem parecia voar no caderno, mas ela voava na cabeça do Beto, onde cabia muito mais. - Professora, o Beto fez um sol azul! - gritou o João do fundo da sala. O Beto então contou para o João que já tinha visto um quadro com uma mulher amarela e que voava. Quando a professora chegou até os dois, o João tinha desenhado uma montanha listrada. Aposto que você nunca viu uma montanha listrada. Mas o João, na cabeça dele, já. Liliane Prata, autora deste conto, é jornalista e escreve no blog Lili Prata. Em 2003, lançou o primeiro livro, O Diário de Débora (Editora Marco Zero)
COMENTÁRIO: As palavras que expressam significação contrária dá-se o nome de “antônimas” e isso está na alternativa “E”,
No período, “A nuvem parecia voar no caderno, mas ela voava na cabeça do Beto, onde cabia muito mais.” O verbo destacado está no
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


