Língua PortuguesaPonto de vista e posicionamento do autorVunesp 2016
CM Pradópolis
Questão de Língua Portuguesa
A era dos excessos Colocando foco em problemas brasileiros, lembro uma frase atribuída a Paracelso, médico e físico do século 16: “A diferença entre um veneno e um remédio está só na dosagem”. O país precisa muito refletir sobre essa ideia, que está longe de se aplicar apenas à química e à medicina. Há um claro exagero em quase tudo no país: na polarização política, na ortodoxia econômica e monetária, nas críticas, no denuncismo e no pessimismo geral que deprime cada vez mais os brasileiros. Nada é mais deprimente, por exemplo, do que o nível das discussões que se desenrolam nas redes sociais. Pessoas xingam-se e acusam-se mutuamente por discordâncias ideológicas ou religiosas, sem nenhum receio de cometer crimes de calúnia, injúria e difamação. É preciso diminuir a dosagem desses atritos para um nível civilizado de discussão de convicções e ideias. Doses exageradas de crítica têm um nome: intolerância, atitude que, infelizmente, já saiu das redes sociais para a vida real. Todos vimos imagens de um ex-ministro sendo hostilizado em restaurantes, chamado de muitas coisas ruins. Assistimos, durante a Copa do Mundo do ano passado, a presidente ser xingada por grupos de torcedores com uma frase-palavrão que não dá para transcrever. Ambos são responsáveis por acertos e erros, mas não é disso que se trata. Trata-se de educação, civilidade, boas maneiras, respeito às diferenças e tolerância, coisas que estão em falta no atual momento brasileiro. Esses excessos fazem muito mal ao país. O pessimismo é insuflado de forma estridente nas manchetes de jornais, no rádio, na televisão e, com ódio e intolerância, no dia a dia dos debates das redes sociais. Se você manifestar uma opinião um pouco diferente, é hostilizado imediatamente. Aqueles que cometem excessos por razões políticas, unicamente pela disputa do poder, e que apostam no “quanto pior, melhor” deveriam saber que o resultado dessa disputa é o desemprego, a desagregação de famílias, o sofrimento de mães e crianças, o aumento da criminalidade, a insegurança e a desesperança geral no país. Acreditamos que a frase de Paracelso embute uma mensagem que se aplica perfeitamente ao Brasil de hoje. Todos temos a obrigação de dosar as críticas para que elas sejam remédio e não veneno, aceitar diferenças, evitar radicalismos e buscar entendimento. (Benjamin Steinbruch, Folha de S.Paulo. Adaptado)
De acordo com o texto, é correto afirmar que o autor
Mais questões de Ponto de vista e posicionamento do autor
- Legatus 2026A descrição das interações entre agentes de IA no Moltbook contribui para construir um tom predominantemente
- SUSTENTE 2026A leitura global do texto permite concluir que a crítica central do autor dirige-se à
- IVIN 2026“Participei da banca que examinou uma tese de doutorado cujo tema era os livros em que, nas escolas, são registradas as reuniões de diretores e professores”. (3º parágrafo) Diante…
- IGEDUC 2026A conclusão do texto, em que Mitchell afirma ter "ganho de presente uma vida normal", sugere uma reflexão que ultrapassa o campo médico e científico. Essa reflexão está ligada:
- Vunesp 2026É possível notar uma opinião do autor em:
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
