Questões de Língua Portuguesa · FCC

Língua PortuguesaHomônimos e parônimosFCC 2022

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Questão de Língua Portuguesa

Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o sapo-boi: − “Meu pai foi à guerra!” − “Não foi!” − “Foi!” − “Não foi!”. O sapo-tanoeiro, Parnasiano aguado, Diz: − “Meu cancioneiro É bem martelado. Vede como primo Em comer os hiatos! Que arte! E nunca rimo Os termos cognatos. [...] Vai por cinquenta anos Que lhes dei a norma: Reduzi sem danos A fôrmas a forma. Clame a saparia Em críticas céticas: Não há mais poesia, Mas há artes poéticas...

(A) enaltece-se o verdadeiro poeta, ou seja, aquele que pode ser comparado a um artífice da palavra. (B) critica-se a preocupação excessiva dos parnasianos com o rigor formal da linguagem poética. (C) trava-se diálogo imaginário entre sapos a fim de demonstrar a subjetividade excessiva do eu lírico. (D) recorre-se aos versos brancos e livres para enfatizar a criatividade poética dos modernistas. (E) lamenta-se que a modernidade tenha paradoxalmente culminado na desvalorização da arte da poesia. a

O sapo-tanoeiro afirma: “E nunca rimo / Os termos cognatos.” (4 estrofe) No poema, são exemplos de “termos cognatos”:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.