Língua PortuguesaAspas, travessão e parêntesesDCPS IFRJ 2010
IF RJ
Questão de Língua Portuguesa
Texto III [...] Esta espécie – o poeta – vivencia uma relação com as palavras além dos nossos poderes comuns, como se fosse um repositório de todos os usos das palavras particulares colocadas em poemas anteriores. Esse conhecimento da história do uso da linguagem prepara – ou libera – o poeta para tentar determinadas combinações próprias na medida em que constroem um poema original. [...] No poeta [...] veem-se em funcionamento, com especial clareza, as operações centrais da linguagem. Uma sensibilidade ao significado das palavras por meio da qual o indivíduo aprecia as sutis nuances de diferença entre derramar tinta “intencionalmente", "deliberadamente" e "de propósito". Uma sensibilidade à ordem entre as palavras – a capacidade de seguir regras gramaticais e, em ocasiões cuidadosamente selecionadas, violá-las. Num nível um tanto mais sensorial – uma sensibilidade aos sons, ritmos, inflexões e metros das palavras – aquela habilidade que pode tornar belo de ouvir até mesmo um poeta numa língua estrangeira. E uma sensibilidade às diferentes funções da linguagem – seu potencial para entusiasmar, convencer, estimular, transmitir informações ou simplesmente agradar. Mas a maioria de nós não é poeta – nem mesmo amador – e ainda assim possuímos essas sensibilidades em graus significativos. De fato, não se poderia apreciar poesia sem possuir pelo menos um domínio tácito desses aspectos da linguagem. Além disso, não se pode esperar proceder com eficácia no mundo sem um considerável domínio da tétrade linguística (fonologia, sintaxe, semântica e pragmática). A competência linguística é, de fato, a inteligência – a competência intelectual – que parece mais ampla e mais democraticamente compartilhada na espécie humana. Enquanto o músico ou o artista visual – para não mencionar o matemático ou o ginasta – apresentam habilidades que parecem remotas e até mesmo misteriosas para a pessoa média, o poeta parece simplesmente ter desenvolvido um grau superlativamente aguçado de capacidades que todos os indivíduos normais – e talvez até mesmo muitos subnormais – possuem. Assim, o poeta pode servir como um guia confiável, ou como uma apresentação conveniente, para o domínio da inteligência linguística. Adaptado de GARDNER, Haword. Estruturas da mente: a teoria das inteligências múltiplas. Porto Alegre: Artmed, 1994. p. 60-61. Vocabulário:tácito– Silencioso; que não se exprime por palavras. - 3 - Prova Escrita Objetiva / TE- 01 / TE-03 / TE-04 / TE-11/ Administrador
O Texto III apresenta várias ocorrências de travessão (–). Aquela que separa apenas uma paráfrase do conteúdo imediatamente anterior ao referido ponto é
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
