Língua PortuguesaOrdem dos termos na oraçãoVunesp 2016
Pref Alumínio
Questão de Língua Portuguesa
Corrida contra a zika O surto de casos de microcefalia associados com o vírus da zika, no Brasil e noutros países, impulsionou um vagalhão de publicações científicas. A associação é nova e extraordinária, e a emergência por ela criada também imprime feições extraordinárias à onda de pesquisas sobre o assunto. A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a microcefalia como emergência internacional em 1o de fevereiro. Em seu plano de ação, propôs acelerar a publicação de estudos e o desenvolvimento de vacinas, diagnósticos e terapias. Desde então, já editou 15 artigos em seu boletim especial, “Open Zika”. A celeridade se justifica pelo imperativo de fazer circular mais rapidamente informações que possam ser úteis a outros pesquisadores e a profissionais de saúde no front de tratamento dos afetados. Para tanto, abre-se mão, temporariamente, da principal salvaguarda da qualidade científica, a revisão por pares (“peer review”). Pesquisadores do mundo todo, e notadamente no Brasil, atenderam ao chamado da OMS e vêm publicando seus artigos de modo imediato, sem esperar pela chancela dos pares. Utilizam para isso repositórios eletrônicos de estudos preliminares, não auditados, como “bioRxiv” e “PeerJ Preprints”. Assim procedem, entre outros, os grupos de Paolo Zanotto, da USP, e de Stevens Rehen, da UFRJ. Eles têm veiculado por esse atalho estudos de grande repercussão, dos efeitos do vírus zika em minicérebros cultivados em laboratório à presença do vírus em saguis e macacos-prego do Ceará. A pressa, no entanto, não torna obsoleto o controle de qualidade, ainda que a posteriori. A zika engendrou uma situação excepcional, impondo a agilidade na divulgação de resultados. Leigos e especialistas, contudo, não podem perder de vista seu caráter preliminar e a necessidade de tomá-los pelo valor de face apenas depois de submetidos ao teste do tempo. (Folha de S.Paulo, 13.05.2016. Adaptado)
Evanildo Bechara (2004), ao tratar a sintaxe de colocação ou ordem, observa que “a colocação do verbo [fica] depois do sujeito, não havendo passiva com o pronome se ou quando não se trata de interrogação parcial com pronome não sujeito ou advérbio interrogativo”. Porém, observa o autor que “a ordem que saia do esquema SVC (sujeito-verbo-complemento) se diz inversa ou ocasional”, como bem ilustra a seguinte passagem do texto:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



