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Língua PortuguesaAcentuação de proparoxítonasLegalle 2025

SENAR-RS

Questão de Língua Portuguesa

Desigualdade no campo: qual é o cenário da agricultura familiar no Brasil? De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 77% dos terrenos agropecuários brasileiros foram classificados como agricultura familiar, que empregam aproximadamente 67% das pessoas no campo. Entretanto, a categoria enfrenta desigualdades regionais, raciais e de gênero, em relação a outras práticas produtivas. Para ser classificado como agricultura familiar, o terreno pode ter até quatro módulos fiscais — medida, em hectares, fiscalizada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e que depende do tamanho do município — e as pessoas ocupadas devem ter parentesco com o produtor. Além disso, a renda principal precisa ter origem na atividade agropecuária. José Bergamin, pesquisador do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades (Made), ligado à Faculdade de Economia (FEA) da Universidade de São Paulo, avalia que as diferenças vão além do tamanho do terreno e passam pelo acesso a recursos produtivos, como máquinas, equipamentos e veículos. Para ele, as políticas públicas incentivam e fortalecem a agricultura familiar no País. Porém, a falta de mecanismos que atendam as mulheres, as pessoas negras e os agricultores das regiões Norte e Nordeste acabam reproduzindo as desigualdades no meio. Bergamin explica que o envelhecimento da população é um desafio recente para essa prática. "A gente tem enxergado ao longo dos censos agropecuários um aumento na média de idade dos produtores, porque a transição geracional das famílias não está conseguindo incentivar as novas gerações a continuarem trabalhando na terra." Além disso, o pesquisador lembra do índice de analfabetismo nessa classe trabalhadora, que chegou a 23,03% dos produtores, de acordo com o Censo Agropecuário de 2017. José Bergamin explica que as mulheres têm menos acesso a recursos produtivos, quando comparado aos homens. "Enquanto um em cada dez agricultores têm acesso a tratores, por exemplo, no caso das mulheres o número chega a ser 4%", cita. Além disso, a média de tamanho dos estabelecimentos agrícolas delas é inferior à dos donos que se identificam com o gênero masculino. As produtoras enfrentam a mistura da percepção entre o trabalho na lavoura e o trabalho doméstico. "No campo aparece com essa mistura, as atividades são confundidas quando é uma mulher que está fazendo", afirma o pesquisador. A desigualdade de renda é analisada de forma mais clara pelo recorte de raça, segundo ele. "Estabelecimentos com áreas maiores, mais de 1.000 hectares, têm uma representatividade de produtores negros muito baixa coordenando a produção. Quando a gente olha para estabelecimentos pequenos, de entre zero e um hectare, mais de 70% dos produtores que produzem nossas condições são pessoas negras". Fonte: https://jornal.usp.br/radio-usp/desigualdade-no-campo-qual-e-o-cenario-da-agricultura-familiar-no-brasil/ (adaptado)

No texto, a palavra índice (l.34) recebe acento gráfico pois é uma proparoxítona, cuja regra estabelece que todas as palavras dessa classe devem ser obrigatoriamente acentuadas. Qual a única alternativa que NÃO apresenta outra palavra do texto acentuada pela mesma regra?

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