Língua PortuguesaModalização e marcas de subjetividadeConsulplan 2019
Pref Suzano
Questão de Língua Portuguesa
Faces do futuro Se há um choque de princípios que marcará a sociedade nos próximos anos é aquele entre a comodidade e a segurança, de um lado, e a privacidade, de outro. Como mostrou reportagem do jornal The New York Times reproduzida por esta Folha, avanços no campo do reconhecimento de faces por computador lançam novos dilemas. Empresas podem reter dados faciais de seus clientes? Devem obter autorização para fazê-lo? E o que dizer do governo? Hoje em dia, algumas companhias conseguem, usando bancos de dados gigantescos e algoritmos relativamente simples, rastrear os hábitos dos consumidores a ponto de conhecer sua intimidade. Uma rede de varejo norte-americana, por exemplo, desenvolveu um método para detectar a gravidez de suas clientes. Com a informação vieram ofertas irresistíveis. Investidas como essas se sobrepõem a outros avanços tecnológicos, como câmeras de vigilância mais potentes e chips de cartões bancários capazes de revelar quanto o cidadão gastou e onde ele esteve. A isso se somam os drones, que localizam, e eventualmente liquidam, até quem se esconde nas áreas mais remotas do planeta. Agências governamentais não hesitam em usar tais métodos para a bisbilhotice em massa. Reconheça-se, porém, que a maioria das pessoas se entrega voluntariamente a essa hipervigilância – para nada dizer da superexposição vista nas redes sociais. Cadastros na internet podem trazer, como contrapartida, ofertas personalizadas por e-mail, que representam inegável conforto. A utilização da tecnologia de ponta pelas polícias, por sua vez, aumenta a capacidade de prevenir e resolver crimes, ampliando a sensação de segurança da população. Para que o cruzamento de ferramentas como grandes bancos de dados, reconhecimento facial, câmeras de vigilância e drones não se aproxime demais da distopia de George Orwell em 1984, é crucial que sejam criados limites. Um bom começo seria determinar que dispositivos dessa natureza só sejam usados com a ciência do cidadão, a quem cabe decidir se quer fazer parte da trama. (Por ‘FSP’ em 17/06/2014 na edição 803. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br/enoticias/_ed803_faces_do_futuro/.)
No último parágrafo do texto, pode-se identificar que – de modo predominante – a modalização verbal indica:
Mais questões de Modalização e marcas de subjetividade
- CMRJ 2027Em diversas passagens do texto, o autor enreda o leitor, travando com ele um diálogo informal. Como marca notória dessa interlocução, podemos citar o uso
- COTEC FADENOR 2026Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias veiculadas no texto. I- A sensibilidade é uma característica das pessoas que se emocionam com as pequenas coisas. II- A t…
- NUCEPE UESPI 2026Na frase “Você já reparou como um livro pode mudar o seu dia?”, a forma verbal “pode” expressa:
- Avança SP 2026Assinale a alternativa cujo elemento destacado é um modalizador, que exprime o ponto de vista do locutor, não se referindo a nenhum elemento linguístico do enunciado.
- Avança SP 2026Assinale a alternativa cujo elemento destacado é um modalizador que faz referência a todo o enunciado, e não a uma parte específica dele.
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

