Língua PortuguesaReescrita de frases e equivalência de sentidoCEPS Pref Arapiraca 2018
Pref Arapiraca
Questão de Língua Portuguesa
VIDAS (AINDA MAIS) SECAS Uma das áreas mais afetadas pelas mudanças climáticas previstas para as próximas décadas no Brasil, o trecho de municípios baianos localizados na bacia do Rio São Francisco tem grandes chances de sofrer danos em 2040. Um relatório desenvolvido por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que, entre 84 cidades analisadas – todas localizadas no bioma da caatinga – quase metade tem alto grau de vulnerabilidade diante de um cenário com menos chuvas e temperaturas ainda mais altas na região. 5 O estudo foi desenvolvido entre os anos de 2013 e 2015 por 12 pesquisadores, entre membros fixos e colaboradores. Formada por especialistas de áreas diversas, como saúde pública, geografia, ciências sociais, biólogo, análise de sistemas, economia entre outros, a equipe desenvolveu indicadores de vulnerabilidade de acordo com as características da região. Foram considerados elementos como a sensibilidade das populações locais a determinadas doenças, exposição a fatores ambientais (como a seca) e aspectos socioeconômicos, 10 que indicam a capacidade de reação e adaptação a fatores de perigo. “Nosso objetivo é fazer um alerta. Se não houver nenhuma ação que possibilite à população ter uma visão mais ampla do problema e se adaptar às situações críticas trazidas pelo clima, essas pessoas vão sofrer ainda mais”, acredita a assistente social Diana Marinho, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP-Fiocruz) e coordenadora-executiva do projeto. 15 Para antever os possíveis danos que cada município sofrerá nos próximos anos, os pesquisadores utilizaram modelos climáticos específicos para a região fornecidos por especialistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Alinhadas com previsões globais como as utilizadas pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês), as análises consideram dois possíveis cenários: no primeiro, há redução nas emissões de gases do efeito estufa e menor aquecimento global, com aumento 20 de 0,98°C na temperatura e queda de 101 milímetros no volume de chuvas nos municípios da região. No cenário com progressão contínua das emissões, é esperado que a temperatura aumente em 1,75°C e o volume de chuvas caia, em média, até 172 mm. Entretanto, algumas cidades podem enfrentar ainda mais dificuldades: em Urandi, por exemplo, as chuvas podem diminuir em até 438 mm por ano. “A nossa preocupação é mostrar que existe uma situação 25 muito delicada, pois essas mudanças vão acarretar problemas de acesso à água para plantio e para o consumo de humanos e animais”, ressalta Marinho, lembrando que já existem dificuldades neste momento em alguns locais analisados. “Nem todos os municípios estudados estão às margens do rio e mesmo os que estão precisam colocar a bomba que puxa água para irrigação e consumo cada vez mais próxima das margens”, relata. 30 O cálculo que determinou o grau de riscos para cada município da região foi feito por meio de um software desenvolvido para o projeto. O sistema considerou os cenários climáticos e os indicadores de vulnerabilidade coletados pela equipe nos municípios e fornecidos por instituições locais. Tornou-se possível, desta forma, determinar que cidades estão mais suscetíveis a sofrer com as mudanças futuras. “Esses índices podem ser alterados”, destaca a economista Martha Barata, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC- 35 Fiocruz) e coordenadora-geral do projeto. “Nós identificamos os municípios mais vulneráveis em relação aos demais dentro de uma mesma área de estudo, para que seja possível tomar medidas que reduzam disparidades, melhorem índices e os deixem em nível semelhante, com menor vulnerabilidade”, explica. EVANGELISTA, S. Revista Ciência Hoje. Disponível em: http:// http://cienciahoje.org.br/vidas-ainda-mais-secas/ Acesso em: 07 nov. 2018. (Adaptado)
A CORRETA possibilidade de reescrita do período “Se não houver nenhuma ação que possibilite à população ter uma visão mais ampla do problema e se adaptar às situações críticas trazidas pelo clima, essas pessoas vão sofrer ainda mais” (L.11-13), de modo que não haja nenhuma alteração significativa de sentido, pode ser verificada na opção:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

