Questões de Língua Portuguesa · Vunesp

Língua PortuguesaVariação linguísticaVunesp 2023

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Questão de Língua Portuguesa

.ª Série EM – Cad01

Leia o texto, publicado no jornal O Globo, em 2018, do j ornalista carioca Gilberto Porcidonio. As gírias ‘daora’ invadiram a nossa praia Os “mano e as mina”, no trampo ou na balada, acham tudo “daora” ou “sussa”, ou só “ficam pistola” se tiver “treta”. Não deu para entender? Então, isso é sinal (ou seria semáforo) de que as gírias paulistanas desembarcaram no Rio para confundir. Mas a gente pode explicar, assim como qualquer carioca que aderiu ao “paulistanês”. É o caso da estudante Aline Lopes, moradora de Bento Ribeiro. Ela usa corriqueiramente expressões típicas da Terra da Garoa, novas e antigas. – Falo “que fita”, “fazer um corre” e “breja” – enumera Aline, para lamentar em seguida: Mas “padoca” e “feijuca” eu não consigo. O tatuador Thiago Luz, que foi alvo de deboche quando chegou ao Rio, há 18 anos, lembra que falar palavras como “mano” era a senha para virar motivo de piada. – Eu não podia falar “mano”, “meu”, “rolezinho” e “daora” que alguém sempre caía em cima. Parecia que eu estava em outro planeta. Mas a história de amor com São Paulo não encanta todos os cariocas. O engenheiro Maurilio Mesquita, que mora na Tijuca, não disfarça o incômodo. Ele costuma d izer que o monopólio da língua é disputado entre Rio e São Paulo, numa espécie de “bipolarização do português”. – Está na hora de o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) tombar o português falado na antiga capital do Império – provoca Maurilio. (Adaptado de: PORCIDONIO, Gilberto. As gírias ‘daora’ invadiram a nossa praia. O Globo, 22.04.18, p. 16) .ª Série EM – Cad01 A matéria de Gilberto Porcidonio sugere que

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