Língua PortuguesaFunções da linguagemFCM - CEFETMINAS 2019
Pref Guarani
Questão de Língua Portuguesa
social das redes sociais Gregório Duvivier* O Twitter foi o primeiro a chegar na festa. Disparando humor mordaz, se limitava a frases curtas (muitas vezes roubadas). “Já vi festas melhores, hashtag decadência.” Logo depois, chegou o Instagram, fofíssimo. “Vocês estão a cada dia mais lindos.” O Twitter deu RT. “Vocês estão a cada dia mais lindos.” O Instagram agradeceu, sem perceber que era um RT irônico. O Facebook era o rei da festa – mas desconfiavase do seu caráter. Achava que podia comprar qualquer um: “Quanto é que tá valendo pra te levar pra casa?”, disse para o Tumblr. “Tá pensando que eu sou Instagram, que se vende assim facinho?” Mas o Facebook insistia: já tinha dado certo com o WhatsApp. O WhatsApp falava com 30 pessoas ao mesmo tempo. O Vine chegou marrento, hipster, mas em três segundos estava bêbado e em seis segundos já estava vomitando. Imediatamente ficou marrento de novo até passar mal de novo e entrar num looping eterno. O problema era que o LinkedIn era muito sistemático e só falava de trabalho. Puxava pessoas para um canto e começava a contar vantagem: “Desde que eu fiz um MBA e virei PhD passei de CFO para CEO” – quase tudo era mentira. O Badoo apenas chamava todos para um papo. “Querem conversar? Não? Ninguém?” Nada. Ninguém. O LinkedIn interferiu: “Não desanime! Insista! Faça um summer internship com o Facebook, ou um work experience com o Google”. Num canto da festa, moribundos, ICQ e MSN trocavam memórias dos tempos da Internet discada. O Bate-papo da UOL chegou animado: “Querem tc?” Não queriam. O Pinterest, chiquérrimo, passeava carregando um quadro negro ornado com luzes natalinas. Cruzou com o Instagram, que comia um prato lindo de comida enquanto acariciava um gato. “Uau, você tá mega fofo, saudades, te amo.” O Tinder apresentou os dois, na esperança de que rolasse algo. Faltou química. O Snapchat só sabia de exibicionismo. Mas não queria nada além – quem queria era o Grindr, que em dois segundos de papo ia carregando o interlocutor para o quarto escuro. Enquanto isso, na janela, sem amigos, o Google Plus cogitava o suicídio. O Instagram tentava ajudar: “Faz um favor? Relaxa, amigo, você tá lin-do!” *Colunista da Folha de S.Paulo. Disponível em: <http://observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/social-das-redes-sociais/>. Acesso em: 06 abr. 2019. Adaptado.
2019 • monitor de creche
Leia o texto a seguir.

Disponível em: <http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/dengue>. Acesso em 10 abr. 2019. O cartaz orienta o leitor sobre as melhores formas de prevenção da dengue. Para tanto, há a intenção de atingir esse interlocutor, construindo uma relação dialogal e interpelativa, característica de uma função da linguagem utilizada para aconselhar, sugerir algo, convocar alguém, dar uma ordem. Essa função da linguagem está corretamente exemplificada em qual passagem transcrita do texto de Duvivier?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

