Língua PortuguesaEstratégias e tipos de argumentoFJPF (UFRJ) 2006
EMBRAPA
Questão de Língua Portuguesa
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas. Desejável é que o jornalista, a exemplo de outros profissionais, tenha acesso à sua atividade após a conclusão de estudos especializados de caráter superior. Não se ignora que, há menos de 50 anos, de modo geral, o jornalismo era exercido por indivíduos sem currículo apropriado, saídos de escolas de grau secundário (às vezes superior), sem amplos conhecimentos, mas que, na prática, em correndo o tempo, acabavam por tornar-se hábeis profissionais, alguns até de renome. Se recuarmos um pouco mais, também situaremos médicos, advogados, engenheiros que não tiveram instrução específica para os misteres a que se entregavam, os quais, todavia, levaram a termo com êxito e fama. A observação, a disciplina e a prática fizeramnos profissionais seguros. O passar dos anos levou à especialização, ao trato acurado das matérias constitutivas das múltiplas profissões. Entre nascer, outrora, no mato, como os animais, e vir ao mundo, hoje, num hospital, assistido por médicos e máquinas, crê-se que esta alternativa é a preferida. Nas últimas décadas (em várias partes do mundo) e sobretudo no presente, a tendência é para a formação do comunicador (imprensa, rádio, televisão etc.) mediante uns poucos anos de preparo escolar. São pioneiros os Estados Unidos da América do Norte; o exemplo vingou no Brasil faz 50 anos. Escolas particulares e oficiais mantêm cursos fiscalizados pelo Estado, que estabelece currículos e regras de funcionamento. Sem diploma, exceto em poucos casos, ninguém pode arrogar-se o título de jornalista ou exercer a respectiva profissão. Manter-se alguém no trabalho, isto é: ser aceito pelo empresário, ascender na hierarquia, ganhar bem são questões independentes do diploma. Este é condição para o ingresso na profissão; nada mais garante, tal como sucede em quaisquer profissões. E como o mercado de trabalho custa a expandir-se, o número crescente de diplomados sofre rigorosa triagem. Só exerce o ofício quem é competente. O simples diploma não assegura privilégios, regalias; quem não souber produzir estará fora da competição. Por que há médicos, advogados, professores e engenheiros despreparados, vamos batalhar pelo fechamento dos educandários por onde se formaram? E deixar tudo ao arbítrio, ao empirismo? (SEGISMUNDO, Fernando. Comunicação: do tijolo ao lêiser. Rio de Janeiro, Unigraf, 1995, p. 95-6.)
O autor, ao recorrer à imagem do “nascimento no mato ou no hospital”, visa defender a seguinte tese:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
