Língua PortuguesaOrações subordinadas adjetivasIbest 2023
CRP 3 (BA)
Questão de Língua Portuguesa
Texto definitivo de texto definitivo. Ÿ Deixe sobre a carteira apenas o documento de identidade e a caneta esferográfica de tinta preta. Ÿ É proibido fazer anotações de informações relativas às suas respostas no comprovante de inscrição e(ou) em qualquer outro meio que não os permitidos. destinado à realização da prova. Instituto § Não serão conhecidos os recursos em desacordo com o estabelecido em edital normativo. § É permitida a reprodução deste material apenas para fins didáticos, desde que citada a fonte. ibest Mais informações: (61) 3307-1533 | contato@institutoibest.com.br Nas questões que avaliarem conhecimentos de informática e(ou) tecnologia da informação, a menos que seja explicitamente informado o contrário, considere que todos os programas mencionados estão em configuração-padrão e que não há restrições de proteção, de funcionamento e de uso em relação aos programas, arquivos, diretórios, recursos e equipamentos mencionados. Texto para as questões de 1 a 9. A palavra “cientificismo” pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Há, por exemplo, um sentido filosófico, positivo, adotado por Mario Bunge, que consiste em reconhecer que, na hora de descrever objetivamente o mundo material, “o enfoque científico dá mais resultados do que suas alternativas: tradição, intuição ou instinto (...), tentativa e erro, e contemplação do próprio umbigo”. Além desse, há pelo menos três outros: um pejorativo-caricatural, um pejorativo medieval e um crítico, que merece consideração séria. O pejorativo-caricatural é um atalho retórico. Com frequência, um sintoma de preguiça mental: diante de uma crítica ou comentário que tenha base científica, que cite a ciência ou mobilize valores e argumentos de fundamento científico a respeito de um tema qualquer, basta reagir acusando a intervenção de “cientificista” e a crítica está descartada liminarmente (poupando, portanto, o acusador e seus seguidores do trabalho extenua nte de analisá-la a fundo) e o pobre crítico, marcado como um “positivista” simplório, digno de pena. O pejorativo medieval é aplicado por quem reage de forma indignada à mera sugestão de que a ciência pode ter algo de relevante a dizer sobre fenômenos tradicionalmente enquadrados como do domínio “do espírito”, “da cultura” etc. Chamo-o de medieval porque representa, em roupagem contemporânea, o mesmo tipo de atitude dos cardeais que se recusaram a olhar pelo telescópio de Galileu e reconhecer que a Terra gira em torno do Sol, porque as verdades da Bíblia e da tradição já bastavam. Já o uso crítico correto — que escapa à mera caricatura e ao reacionarismo medieval — da acusação de “cientificismo” faz referência à ideia de que exista algo de essencial ou definitivo na abordagem científica de qualquer evento, objeto, fato ou problema : que os aspectos revelados pela ciência são e serão sempre os mais importantes e a última palavra sobre tudo. O cientificista, nesse sentido, falha em reconhecer que isso pode ser verdade em alguns casos e em outros, não. Ignora a questão fundamental dos diferentes níveis explicativos: todo fenômeno tem vários aspectos, e a forma correta de abordá -lo depende do aspecto que se mostra mais relevante no momento. Ferramentas adequadas para dar conta de um tipo de preocupação podem ser inúteis ou, pior, produzir resultados aberrantes quando aplicadas fora de contexto. O que é incorreto e injustificado é tratar como “cientificistas” análises que consideram os resultados da ciência soberanos e inescapáveis exatamente em questões que são legitimamente científicas — por exemplo, questionar se o modelo psicanalítico do inconsciente corresponde aos fatos, ou, ainda, se a acupuntura tem eficácia superior à de um tratamento placebo. Para perguntas assim, parafraseando Mario Bunge, as ferramentas do método científico funcionam melhor do que a contemplação do próprio umbigo. Convicções formadas por experiência pessoal são difíceis de debelar , mesmo para quem, em abstrato, sabe e reconhece que existem níveis de evidência muito mais significativos. O cientificismo positivo, bungiano, está aí para nos lembrar de que, quando a pergunta requer uma resposta científica, o umbigo é mau conselheiro. Carlos Orsi. Internet: <revistaquestaodeciencia.com.br> (com adaptações).
Assinale a alternativa em que a oração destacada do texto se classifica como adjetiva explicativa.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


