Questões de Língua Portuguesa · INSTITUTO MAIS

Língua PortuguesaMau/mal, há/a, onde/aonde, senão/se não e outras grafiasINSTITUTO MAIS 2017

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Questão de Língua Portuguesa

Transtorno alimentar faz pessoas tentarem perder peso que não têm Daiana tinha 14 anos quando tomou a primeira anfetamina para emagrecer e, aos 30, havia feito três lipoaspirações. Ana Carolina queria perder peso e passou a comer cada vez menos, a ponto de, aos 15, ser hospitalizada para não morrer. Lucas subia na balança várias vezes ao dia, mas em um sábado em que cedeu à tentação comeu tanto que forçou o vômito. Os três viveram toda a adolescência e boa parte da vida adulta com culpa, vergonha e insatisfação permanente com o corpo. Eles só se deram conta de que a obsessão com a alimentação e a forma física eram sintomas de uma doença ao receberem o diagnóstico de transtorno alimentar. O problema, mais conhecido nas formas de anorexia e bulimia nervosa, atinge principalmente o sexo feminino e começa, em geral, na adolescência. Mas, especialistas veem com preocupação o surgimento de casos em outros momentos da vida e o crescente número de garotos afetados. Para a jornalista Daiana Garbin, 35, o susto – e o alívio – que sentiu ao saber que tinha uma doença foram tão grandes que ela deixou a carreira na TV para se dedicar a pesquisas sobre corpo, autoimagem, saúde e alimentação, e criar um site e um canal no YouTube, o Eu Vejo. Um ano e meio depois, ela discute esses temas em um misto de depoimento e grande reportagem no recém-lançado livro "Fazendo as Pazes com o Corpo". "Sabia que não estava sozinha, que as mulheres, em geral, estão vivendo um sofrimento grande com a comida e o corpo por causa do padrão de beleza irreal imposto pela sociedade como um todo, da família até as redes sociais", explica. De 0,5% a 1% das mulheres sofrem de anorexia, e de 1% a 2%, de bulimia, diz o psiquiatra Táki Cordás, coordenador do Ambulim (Programa de Transtornos Alimentares do Hospital das Clínicas-USP). A compulsão alimentar, outra manifestação do transtorno, atinge cerca de 3% da população. E os números podem estar subestimados. "Se considerássemos quadros parciais, que não preenchem todos os critérios diagnósticos, o número seria maior", diz Cordás. Entre as causas do transtorno está a predisposição genética, além de fatores psíquicos, hormonais e ambientais, como hábitos alimentares e a pressão social. (Folha de S. Paulo, 31.10.2017. Adaptado).

A jornalista Daiana Garbin “deixou a carreira na TV para se dedicar a pesquisas sobre corpo, ‘autoimagem’, saúde e alimentação”. Assinale a alternativa grafada corretamente, assim como o termo destacado.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.