Língua PortuguesaClassificação das palavras quanto à tonicidade e ao número de sílabasÁpice 2025
Pref Boqueirão
Questão de Língua Portuguesa
Pesquisador americano afirma: nascemos para correr! Prazer, adrenalina, superação. Podemos ouvir as mais variadas respostas quando a questão é “o que leva tanta gente a correr”? Para quem não corre, não é tão lógico que correr faz bem. E nada parece explicar o que move a multidão que invade as ruas das principais cidades do Brasil e do mundo, principalmente aos domingos pela manhã. Mas para o paleoantropólogo David Lieberman, da Universidade Harvard, é simples: nós nascemos para correr. Lieberman e sua equipe têm defendido ao longo da última década, que os seres humanos são atletas de longa distância natos, bichos que aprenderam a fazer da corrida uma estratégia adaptativa importante. E tudo começa com, adivinhem, qual parte do corpo? Os glúteos! Sim, isso mesmo. Nossos parentes mais próximos na escala evolutiva, os chimpanzés, a rigor quase não têm bumbum. Aliás, entre os primatas o Homo sapiens é o único bicho bundudo por excelência. O gluteus maximus, como é conhecido o músculo traseiro entre os anatomistas, é um refinado estabilizador durante corridas de longa distância. Lieberman lembra que ele é muito usado para correr, mas quase não é ativado numa simples caminhada. Outro ponto que leva o especialista de Harvard e seus companheiros de pesquisa a afirmar que a corrida faz parte da natureza humana é o ligamento nucal, estrutura anatômica que começa na região da nuca, como o próprio nome diz, e chega até a coluna. Os pesquisadores perceberam, durante experimentos nos quais porcos eram colocados para correr numa esteira, que os pobres suínos eram incapazes de manter a cabeça erguida durante a corrida mais longa. E isso se devia justamente ao fato de não possuírem o ligamento nucal. Ao vasculhar fósseis dos vários períodos da evolução humana, os cientistas perceberam que as adaptações físicas e esqueléticas favoráveis à corrida são mesmo típicas do gênero Homo, em especial de formas com mais ou menos 2 milhões de anos. Para Lieberman a capacidade de andar e correr por longas distâncias teria até mesmo turbinado, indiretamente, o aumento do cérebro dos hominídeos. Isso porque os maratonistas da linhagem humana teriam conseguido alcançar mais presas na caça e também obter mais carcaças de animais mortos por outros predadores, possibilitando maior consumo de proteína e gordura, “combustíveis” indispensáveis para um órgão tão beberão de energia quanto o cérebro. Podemos dizer que, nossos ancestrais corriam para ganhar calorias e não para perdê-las. Obviamente, a tese da equipe de Lieberman não passou sem contestação. John Hawks, especialista em evolução humana da Universidade Wisconsin, acha a ideia improvável: “se tivéssemos evoluído para correr, nasceríamos com uma garrafa de Gatorade implantada no braço”, brincou ele em seu blog. Disponível em: https://www.jornalcorrida.com.br/post/ pesquisador-americano-afirma-nascemos-para-correr. Acesso em: 30 de setembro de 2025.
Analise as alternativas a seguir e assinale a que apresenta a justificativa adequada para a acentuação gráfica da palavra em destaque.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
