Questões de Língua Portuguesa · INAZ do Pará

Língua PortuguesaComparação entre textos e intertextualidadeINAZ do Pará 2026

Pref Mazagão

Questão de Língua Portuguesa

A escolha desse poema é adequada para discutir com os alunos: (A) A defesa incondicional da norma-padrão em situações formais de comunicação. (B) A crítica modernista ao purismo gramatical e a valorização da fala brasileira. (C) A influência do Parnasianismo na poesia modernista da primeira fase. (D) A inexistência de variação linguística no português do Brasil. (E) A necessidade de corrigir a fala popular para adequá-la à gramática normativa.

Considere os fragmentos: Texto I "Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. [...] Não permita Deus que eu morra, Sem que eu volte para lá." (Gonçalves Dias - "Canção do Exílio", 1843) Texto II "Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, [...] Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade!" (Murilo Mendes - "Canção do Exílio", 1925-1931) 21 Sobre a relação intertextual entre os dois poemas, E analise as assertivas abaixo: D I T I. O Texto II estabelece uma Arelação de L intertextualidade com o Texto I, retomando o tema do– 0 exílio e a estrutura inicial "Minha terra tem...", mas1 subverte o ufanismo romântico ao introduzir elementos/ 2 estrangeiros ("macieiras da Califórnia", "gaturamos de0 2 Veneza") e uma crítica à valorização5 do que é importado em detrimento do nacional. E D II. Ambos os poemas expressam nostalgia da terra natal,I mas enquanto Gonçalves Dias idealizaT a natureza A brasileira com elementos nativos (palmeiras, sabiá),L – Murilo Mendes denuncia a perda da0 identidade nacional, evidenciando que até mesmo a fauna e a flora1 / brasileiras foram substituídas por espécies e produtos2 0 estrangeiros. 2 4 III. A referência ao "sabiá com certidão de idade" no Texto II constitui uma ironia que questiona a autenticidade do símbolo nacional romântico, sugerindo que o sabiá original de Gonçalves Dias se tornou um clichê desgastado pelo tempo. IV. O Texto II reproduz integralmente o nacionalismo ufanista do Texto I, mantendo a mesma idealização da pátria e o mesmo tom de saudade ingênua, sem qualquer crítica social ou ironia. V. A intertextualidade presente no Texto II caracterizase como paródia, pois retoma um texto célebre para ressignificá-lo criticamente, expondo contradições da sociedade brasileira, como a exportação das riquezas nacionais e a importação de bens culturais estrangeiros. Estão CORRETAS apenas as assertivas:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.