Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · CEFETBAHIA

Atualidades e Conhecimentos GeraisRenascimento, Reforma e expansão marítimaCEFETBAHIA 2006

TJ BA

Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

Nas últimas eleições, 120 milhões de eleitores foram às urnas exercer o princípio fundamental da cidadania, o que reforça a noção de uma representatividade legítima no país. Mesmo assim, pouco se sabe sobre o que pensa e como age o eleitor. Muitas pesquisas foram feitas procurando descobrir a opinião do cidadão sobre a democracia e a classe política, e os resultados não são bons. Metade dos brasileiros é incapaz de dizer o nome de um político honesto, 21% afirmam que eles 5 simplesmente não existem e 28% não sabem sequer responder à pergunta, aponta pesquisa do Datafolha de setembro do ano passado. O fenômeno não é exclusivamente brasileiro e também ocorre nos países vizinhos. O Estudo “A democracia na América Latina”, elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), verificou que apenas 35,6% dos latino-americanos estão satisfeitos com a democracia no país em que vivem. Pior: 64,4% deles afirmam que os políticos não 10 cumprem as promessas proferidas durante a campanha porque mentem. Apesar dos diversos elementos que garantem transparência às eleições, como propaganda gratuita, direitos de resposta e imprensa livre, o clima de decepção persiste. Não é de hoje que intrincados esquemas de desvios de dinheiro público e práticas antiéticas ganham manchetes do noticiário. A corrupção provoca rombos nos cofres da nação. As denúncias maculam imagens pessoais, de partidos e de instituições. 15 Como a melhora do quadro de dirigentes está nas mãos da população, deve-se prestar mais atenção nos candidatos. É fundamental conhecer sua trajetória, tanto pessoal como política. “De onde veio, o que fez no passado, quais interesses representa. Além disso, é preciso identificar o partido ao qual ele pertence: qual a linha ideológica seguida, qual o programa de governo? Por fim, é bom observar os avalistas do postulante: ele tem apoio da Igreja, do sindicato ou de alguma organização não-governamental?”, detalha Antônio Augusto Queiroz, diretor de documentação do Departamento Intersindical 20 de Assessoria Parlamentar (DIAP). Para ele, em relação aos que já são parlamentares, é fundamental verificar se a relação entre o discurso e a prática se concretizou ao longo do mandato. Seja como for, o importante é que os brasileiros sintam a proteção das asas da liberdade para criticar, debater, reclamar e lutar por um país onde todos tenham voz. SCHLINDWEIN, Manoel. A escolha é nossa. Desafios do desenvolvimento. Brasília: Globo Cockrane, ano 3, n. 22, p. 16-22, maio 2006. Adaptado.

(Peso 1) O final da Guerra Fria, que culminou com a queda do muro de Berlim, trouxe a discussão sobre uma “nova ordem mundial”. Chegou-se a acreditar que “o mundo caminharia, a partir de então, para uma nova era, marcada pela homogeneização e pela paz. Tudo isso seria possível na medida em que o mundo todo estivesse articulado na ordem capitalista definida pelos Estados Unidos.” (FARIA, Ricardo de Moura; MIRANDA, Mônica Liz. Da guerra fria à nova ordem mundial. São Paulo: Contexto, 2003 p. 87.). A partir da leitura do texto, pode-se afirmar que “a nova ordem mundial” que está surgindo caracteriza-se

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.