Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · Fundep

Atualidades e Conhecimentos GeraisConjuntura econômica e indicadoresFundep 2004

CM BH

Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

O desenvolvimento social e econômico que gostaria de ver no século XXI ba seia se firmemente no que tenho visto no século que está terminando. Nas grandes cidades urbanas dos países industrializados ainda existem ilhas de privação, especi almente nos Estados Unidos. A desigualdade é a condição básica. 5 A diferença de renda deve ser reduzida, particularmente pela melhoria das con dições daqueles que agora vivem em privação. Nada nega tanto o prazer da vida, e na verdade a própria liberdade, do que uma ausência total de dinheiro. Ou algo perto disso. Um país rico pode garantir uma renda para os destituídos. Se alguns não traba lham, que seja. Os ricos são também conhecidos ocasionalmente por preferirem o 10 lazer. No mundo, há populações grandemente empobrecidas. Pessoas são assim: elas sofrem a dor da inanição, falta de abrigo e doenças, onde quer que estejam. Como seres humanos, devem ser objeto de nossa compaixão e de nosso auxílio, nossa aten ção. 15 Devemos também, agora, reconhecer que o fim do colonialismo deixou alguns países sem nenhum governo, ou com governos cruéis, inegavelmente ruins ou in competentes, que se recusam a qualquer esperança de bem estar. Nos anos à frente, deve haver um procedimento pelo qual uma ONU fortalecida suspenda a soberania de países cujos governos estejam destruindo seus povos. Não podemos, com a cons 20 ciência tranqüila, continuar a aceitar tal crueldade de décadas, como foi experimen tada, e ainda é, no Congo. E em outros lugares. E mais genericamente, deve haver disposição e ampla ajuda econômica dos países afortunados para os pobres. Outros problemas devem ser resolvidos. O capitalismo ainda se presta à instabi lidade que deriva dos erros inconseqüentes, como ocorre atualmente na Ásia, em sua 25 forma nascente na Rússia, na América Latina e pode acontecer se houver um fim para a bolha de Wall Street, nos Estados Unidos. Para sanar o problema, socorremos financeiramente os banqueiros e industriais mais propensos à insanidade causativa. Isso significa restringir a ajuda àqueles que mais sofrem com o desastre. Assim é a oratória. Assim o Fundo Monetário Internacional, que socorre os banqueiros e exe 30 cutivos de empresas responsáveis pela crise, exige restrições orçamentárias à custa dos trabalhadores e do povo. Devemos ter o FMI, mas de uma forma mais compas siva, mais socialmente eqüitativa. Aqui, desnecessário dizer, anseio por ver uma mudança. 3 Por fim, todos os economistas devem, como todos os cidadãos interessados, 35 deixar de lado considerações triviais para pensar e agir de forma a dar um fim ao maior dos perigos. Isto é, o da devastação nuclear. A ocorrência mais profunda dis so, no último século, foi o desenvolvimento de meios para destruir toda a vida do Planeta. Esse fim está agora plenamente disponível nas estocagens de armas nuclea res, notavelmente as dos Estados Unidos e da Rússia. Isso aguarda apenas a autori 40 zação de algum político insano ou seus representantes militares. Já vivemos a amea ça. Nenhum economista pode se refugiar profissionalmente do perigo onipresente e esmagador da destruição nuclear. Ninguém pode. GRIFFITHS, Sian (Org.). Previsões (30 grandes pensadores investigam o futuro). Rio de Janeiro/São Paulo: Record, 2001. p. 189 191.

“Nada nega tanto o prazer da vida, e na verdade a própria liberdade, do que uma ausência total de dinheiro.” (linhas 6 7) É CORRETO afirmar que essa declaração provém de um indivíduo inserido no contexto de determinada

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.