Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · Marinha

Atualidades e Conhecimentos GeraisBrasil ImpérioMarinha 2018

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Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

TEXTO 02 Leia o texto abaixo e responda às questões de 13 a 20. Do Diário do Imperador Acabo de ler o Diário do Imperador D. Pedro II, escrito exatamente há um século. Por essas pequenas anotações, pode-se acompanhar um ano da sua vida, amostra suficiente das dificuldades com que o Brasil tem lutado sempre para entrar no bom caminho, para melancolia e desânimo de seus mais devotados servidores. Assim mesmo se exprimiu o Imperador: “Muitas coisas me desgostam; mas não posso logo remediá-las e isso me aflige profundamente. Se ao menos eu pudesse fazer constar geralmente como penso! Mas pra quê - se tão poucos acreditariam nos embaraços que encontro para que eu faça o que julgo acertado! Há muita falta de zelo, e o amor da pátria só é uma palavra - para a maior parte!” A respeito de certo boato que se espalhara, comenta, com desgosto: “Tudo inventam; e triste política é a que vive de semelhantes embustes quando tantos meios honestos havia de fazer oposição; mas para isso é necessário estudar as necessidades da Nação - e onde está o zelo?” (A palavra ZELO ocorre numerosas vezes neste diário: é essa “dedicação ardente”, essa “diligência”, que o Imperador não encontra na maior parte dos que, no entanto, por função, estão encarregados dos problemas nacionais. E isso lhe causa sofrimento.) Os moços de hoje deviam ler estas palavras, e entendê-las: “Na educação da mocidade é que sobretudo confio para regeneração da pátria. Gritam que se não pode chegar ao poder senão fazendo oposição como a fazem; mas, quando no poder, não sofrem do mal que fomentaram? A imprensa é inteiramente livre, como julgo deva ser, e na Câmara e no Senado a oposição tem representantes; mas que fazem estes pela maior parte?” Os homens públicos também deveriam meditar sobre esta passagem:”...Mas tudo custa a fazer em nossa terra e a instabilidade de ministério não dá tempo aos ministros para iniciarem, depois do necessário estudo, as medidas mais urgentes. É preciso trabalhar, e vejo que não se fala quase senão em política, que é, as mais das vezes, guerra entre interesses individuais.” Há neste pequeno diário, de um ano e cinco dias, variadas observações sobre agricultura, teatro, ciência, educação; impressões de visitas a diferentes estabelecimentos educacionais e industriais; breves apontamentos sobre ministros e personalidades do tempo. Terminada a leitura, parece-nos que estamos na mesma, que o século não passou; apenas as pessoas mudaram de nome. E o Imperador, há cem anos, escrevendo: “A falta de zelo; a falta de sentimento do dever é nosso primeiro defeito moral. Força é contudo aceitar suas consequências, procurando, aliás, destruir esse mal que nos vai tornando tão fracos.” D. Pedro II deixou fama de sabedoria, e comparando-se as modestas (mas importantíssimas) observações de seu diário com a verborragia demagógica de que ainda somos vítimas, e dos males que a acompanham, compreende-se que muita gente desesperada até pense em tornar-se monarquista. Mas convém não esquecer estas palavras do próprio Imperador: “Nasci para consagrar-me às letras e às ciências; e, a ocupar posição política, preferiria a de presidente da República ou ministro à de Imperador”. Sejamos, pois, republicanos, democratas, estudiosos, honestos, justiceiros, e cultivemos o ZELO de bem servir à pátria, aos homens, às instituições. Neste particular, estamos com um século de atraso. MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. São Paulo: Global, 2016 (Texto adaptado).

Leia o trecho abaixo. “No Zelo está implícita a aceitação de que servimos à Nação e não a pessoas. [...]” (ESCOLA NAVAL. Ilha de Villegagnon. Nossa Voga. Rio de Janeiro, 2009.120p.) Em que opção o Imperador, ainda no século XIX, já externa sua preocupação com um comportamento que contraria, explicitamente, o verdadeiro sentido de Zelo, exposto acima.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.