SaúdeCrescimento e desenvolvimento infantilIBAM 2026
CM Blumenau
Questão de Saúde
Crianças e adolescentes no celular: uso exagerado afeta o cérebro e a concentração; veja o que fazer Nas mãos de adultos, o celular pode se tornar uma dependência. Mas, em crianças e adolescentes, o uso desenfreado também pode afetar o desenvolvimento do cérebro e a concentração. Isso porque smartphones e outras telas são uma fonte inesgotável de estímulos rápidos. Em poucos segundos, comentários, curtidas e a atualização constante do feed de redes sociais provocam a liberação de dopamina no cérebro, neurotransmissor que dá sensação de prazer e satisfação. O perigo da exposição exagerada de crianças e adolescentes a telas é que o cérebro pode acabar sendo “recrutado” por esses estímulos rápidos, se tornando uma forma de pensamento preponderante, como explica o psicólogo Cristiano Nabuco, PhD em psicologia clínica de dependências tecnológicas. Isso tem a ver com a maturação cerebral: o cérebro é uma parte do corpo humano que vai tomando forma com a passagem do tempo. Antes dos 25 anos, essa maturação não está completamente desenvolvida. Ou seja: o cérebro ainda está sendo “moldado”. A “bomba” de estímulos rápidos que sai das telas pode, nessa etapa da vida, afetar o desenvolvimento do cérebro e a capacidade de concentração, uma herança que será levada para a fase adulta – e pode ser irreversível. “Isso faz com que essa população se torne biologicamente muito mais vulnerável a esse tipo de estimulação”, afirma Nabuco. “Quanto mais eu uso as telas, mais um determinado tipo de operação é recrutada no meu cérebro”. [...] “Há relatos de casos de jovens que chegam a ficar conectados 40, 50 horas ininterruptas, sem sair do lugar, exatamente em função disso”, diz. Alguns pesquisadores dizem que essas novas gerações são os ‘filhos do quarto’. Eles não saem mais de casa. Tudo que precisam fazer eles fazem na frente da tela. O que fazer? [...] Confira algumas dicas do especialista: 1. Criar zonas livres de tecnologia ou desafios de detox digital: estabelecer ambientes ou períodos onde o celular não pode ser usado, como em uma viagem ou no almoço e jantar; 2. A vida offline também é boa: estimular os filhos a fazer atividades ao ar livre ou praticar esportes pode ser uma tática para afastá-los das telas por um período do dia; 3. Curtir o ócio: ensiná-los que é importante ter momentos à toa, sem os apitos das notificações. A pausa – real e digital – descansa a mente, estimula a criatividade e o desenvolvimento do cérebro; 4. Dar o exemplo: crianças que veem os pais usando o celular o tempo todo estão mais propensas a repetir esse comportamento. “A gente precisa de tempo ocioso. Olhar para a janela durante uma viagem e não para a tela de um tablet”, diz o psicólogo Cristiano Nabuco. https://g1.globo.com/saude/noticia/2023/02/14/crianças-e-adolescentes-no-celular-uso-exagerado-afeta-o-cerebro-e-a-concentracao-veja-o-que-fazer.ghtml
De acordo com o texto, o uso exagerado de celulares por crianças e adolescentes é considerado perigoso para o desenvolvimento do cérebro, porque:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

