Língua PortuguesaRegênciaCom. Exam. (MPE RS) 2015
MPE RS
Questão de Língua Portuguesa
4 estão perdendo hóspedes aos tufos. 5 O desemprego causado por tecnologia não é exclusividade do nosso tempo. O medo de máquinas 6 tomando o lugar das pessoas vem desde pelo menos 350 a.C., com Aristóteles perguntando o que seria 7 dos servos quando a lira tocasse sozinha. Mas foi dois mil anos depois do filósofo, com a Revolução 8 Industrial, que a coisa ficou séria. Na Inglaterra do século 19, os chamados luditas destruíram fábricas que 9 substituíam trabalhadores braçais por máquinas a vapor. 10 A maior parte dos economistas apontaria que não adianta se revoltar porque a história das “revoluções 11 produtivas” é uma história de desemprego momentâneo. A introdução de máquinas deixou um monte de 12 gente sem ter o que fazer no campo. Mas elas migraram para as cidades, e encontraram várias coisas para 13 fazer. Quando as máquinas começaram a tomar os empregos em fábricas, essas pessoas foram para o 14 campo dos serviços. E essa foi a receita de progresso econômico até aqui: a tecnologia tirava empregos 15 num primeiro momento, porque aumentava a produtividade – uma pessoa passava a fazer o trabalho de 16 várias pessoas. Depois, o aumento da produtividade criava mais riqueza. E essa riqueza dava à luz mais 17 empregos. Pronto. Bom para todas as partes. 18 Mas agora parece ser diferente. É o que mostra um cálculo dos pesquisadores Erik Brynjolfsson e 19 Andrew McAfee, do MIT. Eles observaram o seguinte: quanto mais aumentou a produtividade ao longo do 20 século passado, mais cresceu o número de empregos. Até aí, tudo em linha com a teoria econômica 21 tradicional. Mas as coisas mudaram. Por volta do ano 2000, a produtividade começou a crescer num 22 bem mais acelerado que a criação de novas vagas. E a distância só aumentou: quanto mais 23 produtividade (ou seja: quanto mais tecnologia), menos emprego. Os países do mundo desenvolvido estão 24 de prova: boa parte deles sofre com taxas altíssimas de desemprego, que teimam em não voltar aos 25 índices pré-crise de 2008. 26 E talvez nunca voltem. “A raiz dos problemas não é estarmos em uma grande ”, eles dizem. 27 “Mas no início de uma grande ”. O problema é que a inovação estaria acontecendo rápido 28 demais. E não haveria tempo nem dinheiro suficiente para começar novas indústrias, que ainda não 29 imaginamos. Adaptado de: BURGOS, P. Disponível em:<http://super.abrill.com.br/cotidiano/fim-empregos-769788.shtml>. Acesso em: 23 mar. 2015.
Instrução: Considerando que a correção gramatical é um dos requisitos fundamentais da redação oficial, assinale na questão 50 a alternativa em que o enunciado está de acordo com as normas do padrão culto da Língua Portuguesa.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



