Língua PortuguesaFunções da linguagemFUCAPSUL 2025
SAMAE Imbituba
Questão de Língua Portuguesa
Balzac adjetivo (Ramires Linhares) Em 1799, quando o mundo ainda se movia em passos lentos e cartas cruzavam mares, nasceu em Tours, na França, um homem que viria a decifrar almas. Era Honoré de Balzac, um ser que parecia ter nascido com um lápis mergulhado na própria condição humana. Balzac escreveu como quem respira. Escreveu sobre tudo: amores que se perdiam, fortunas que se desmanchavam, sonhos que resistiam à ruína. Sua grande obra, A Comédia Humana era mais do que literatura, era um espelho, um raio-X do coração das pessoas. E o curioso é que esse espelho continua refletindo, mesmo agora, nos nossos apressados tempos das telinhas. Do meio de tantos livros de Balzac, um romance atravessou oceanos e se instalou, de forma quase carinhosa, na língua portuguesa: A Mulher de Trinta Anos. Foi assim que, sem pedir licença, Balzac entrou no vocabulário do Brasil. E, de escritor, virou adjetivo. “Balzaquiana” é a palavra. Bonita, de som redondo, quase uma joia literária. Ela nasceu para definir mulheres que já não vivem o impulso da juventude, mas descobriram o encanto da maturidade. Mulheres que sabem o que querem, ou o que não querem. Balzac talvez não imaginasse o que provocaria. Ele apenas quis entender Julie, a personagem de seu romance, e acabou explicando o mundo. Das obras do autor, no entanto, tenho apreço por Os Jornalistas. Nela, Balzac mostra outro tipo de comédia humana, a dos bastidores da notícia, dos egos que brilham e se apagam sob o peso da própria vaidade. É quase profético, se pensarmos nos ruidosos “meios de comunicação” de hoje, em que tantos querem falar e poucos querem ouvir. Balzac morreu cedo, aos 51 anos. Mas há quem diga que escritores assim nunca partem de fato, apenas mudam de século. Talvez cada vez que uma mulher sopra trinta velas e segue em frente, com graça e coragem, Balzac sorri de algum lugar da eternidade, satisfeito por ter dado nome, forma e beleza a um tempo da vida que ele entendeu como ninguém. Disponível em: https://diariodosul.com.br/colunistas/ramires-linhares/balzac-adjetivo-38180
Para além da função poética, o texto apresenta, notadamente em seu sexto verso, a função de linguagem conhecida como:
Mais questões de Funções da linguagem
- Selecon 2026O pedido de desculpas do CEO da Innospace cumpre, no texto, sobretudo a função de:
- Legatus 2026No primeiro parágrafo, a sugestão de que “alguém ainda precisa fazer uma série de TV” cumpre função discursiva de
- FCC 2026Uma declaração de amor será considerada, linguisticamente, performativa,
- CONSULTEC (AIETEC) 2026Considerando a finalidade comunicativa do texto, é correto afirmar que ele combina predominantemente
- Quadrix 2026A inclusão de dados estatísticos a respeito do número de servidores e o percentual vinculado ao regime jurídico cumpre a função discursiva de
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

