Língua PortuguesaParáfrase e síntese de textosFCC 2008
TCE AM
Questão de Língua Portuguesa
Apontadas como a solução técnica para que o potencial hidrelétrico da região amazônica possa ser aproveitado com poucos danos ambientais, as chamadas usinas a “fio d’água”, que têm reservatórios reduzidos, estão sendo criticadas por alguns engenheiros justamente pelo fato de armazenarem pouca água. Para esses especialistas, o maior trunfo ambiental desse tipo de hidrelétrica, que é o baixo nível de alagamento, é também um problema do ponto de vista energético, já que essas usinas não conseguem formar estoques substanciais de água, diminuindo, em muito, a capacidade de gerar energia em períodos de seca. Essa técnica começou a ser debatida mais intensamente durante o processo de licenciamento ambiental das usinas do rio Madeira. O fato de os projetos das duas obras demandarem lagos pequenos foi preponderante para que as licenças fossem emitidas. Considerando que a maior parte das usinas hidrelétricas deverá ser instalada na Região Norte – que é mais sensível do ponto de vista ambiental –, a tendência desses projetos é de terem também reservatórios diminutos. Segundo o diretor de uma construtora, a redução dos reservatórios fará com que o Brasil fique mais dependente das usinas termoelétricas, uma vez que as futuras usinas terão pouca capacidade de geração na seca. Ele ressalta ainda que, com grandes reservatórios, a operação do sistema tem mais margem de manobra, já que a geração das usinas pode ser aumentada ou reduzida, dependendo das necessidades do momento. Defensor das hidrelétricas como fonte de energia, um dos diretores do Ibama avalia que reservatórios de maior porte só são justificáveis se, comprovadamente, a relação custobenefício para a sociedade for compensadora. Para outro consultor, é a própria formação geográfica do Norte do País – próxima fronteira hidrelétrica a ser explorada – que faz com que as usinas com pequenos reservatórios sejam uma tendência na região. Segundo ele, as usinas mais antigas, nas regiões Sul e Sudeste, beneficiaram-se do fato de o relevo ser mais montanhoso. Já na Região Norte, onde predominam as planícies, a construção de grandes barragens inundaria grandes áreas. Além disso, como os rios amazônicos têm grandes volumes de água, não seria simples construir barragens capazes de armazenar a vazão na época das cheias. (Adaptado de Leonardo Goy. O Estado de S. Paulo, B12, 16 de março de 2008) 2
O sentido da última afirmativa do texto está transposto, com outras palavras, em:
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