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Questões de Língua Portuguesa · Ibest

Língua PortuguesaConectivos e relações de sentidoIbest 2022

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Questão de Língua Portuguesa

1 Em dezembro deste ano, vai fazer 50 anos da última vez em que um ser humano pisou na Lua, na missão Apollo 17. Desde então, as bandeiras deixadas por estadunidenses e soviéticos (no caso destes últimos, 4 por missões não tripuladas) foram totalmente desbotadas pela luz solar: relíquias de um passado cada 7 dia mais distante. Mas as coisas estão mudando rapidamente de figura. Só neste ano, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido, 10 Rússia e até Emirados Árabes Unidos têm missões planejadas para a Lua. Além de EUA e Rússia, China, Japão, Índia, Israel e União Europeia já chegaram ao 13 satélite. Até o fim da década, querem juntar-se ao clube Turquia, Canadá, Tailândia, África do Sul e, sim, Brasil. Mandar uma sonda até lá é relativamente fácil. Em 16 termos espaciais, a Lua está a um pulo: se você é capaz de pôr algo em órbita terrestre a até 35 mil km de distância, pode também mandar para a Lua meras dez 19 vezes mais distante (384 mil km). A Índia, por exemplo, chegou lá em 2008 com um foguete médio, usado para lançar satélites comuns. 22 A princípio, uma nova corrida espacial em direção ao satélite não parece fazer sentido. A Lua é parecida com a Terra. Os minerais mais abundantes em sua 25 superfície são, como aqui, silício, alumínio, cálcio e ferro. A razão é fácil de entender: a Lua é um pedaço da Terra. Pela teoria mais aceita, foi formada por uma parte do 28 planeta arrancada por uma colisão com um astro menor, do tamanho de Marte, há quatro bilhões de anos. Isso é bem diferente dos asteroides. Neles, 31 elementos raros por aqui, como ouro, platina e paládio, são abundantes. O que seria atraente minerar na Lua são os 34 chamados metais de terras raras: latânio, escândio, ítrio... Terras raras são elementos necessários para algumas aplicações avançadas, como a produção de baterias de 37 carros elétricos. Apesar do nome, na verdade são comuns na Terra, mas distribuídas e exploradas de forma desigual. 95% da produção de terras raras acontece na 40 China. Dessa forma, a Lua funcionaria como um duplo trampolim: para a extração de minerais bem mais 43 valiosos lá dos asteroides e para a mera continuidade da indústria de alta tecnologia da Terra, ameaçada hoje por escassez de recursos — parte dos quais está na Lua, 46 outra, nos asteroides. Seja como for, uma eventual colonização da Lua é complexa. Alguns elementos importantes são bem mais 49 raros por lá, como carbono, água e nitrogênio. O primeiro é necessário para transformar ferro em aço, além de várias aplicações químicas; o segundo é obviamente 52 necessário para a vida humana; e o terceiro é um elemento sem o qual não é possível a vida vegetal — fundamental para a produção de alimentos. 55 Esses elementos existem em maior abundância nas crateras escuras próximas dos polos. Isso faz com que alguns territórios da Lua sejam mais desejáveis que 58 outros, o que leva a uma séria disputa de interesses. Fábio Marton. E se a Lua fosse explorada comercialmente? In: Superinteressante, ed. 439, maio/2022, p. 64-65 (com adaptações).

No texto, o vocábulo “então” (linha 3)

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