Língua PortuguesaInferências, pressupostos e subentendidosCGC UNIVASF 2014
UNIVASF
Questão de Língua Portuguesa
• Médico Veterinário • Nesta cultura das aparências, do espetáculo e da visibilidade, já não parece haver motivos para mergulhar naquelas sondagens em busca dos sentidos abissais perdidos dentro de si mesmo. Em lugar disso, tendências exibicionistas e performáticas alimentam a procura de um efeito: o reconhecimento nos olhos alheios e, sobretudo, o cobiçado troféu de ser visto. Cada vez mais, é preciso aparecer para ser. Pois tudo aquilo que permanecer oculto, fora do campo da visibilidade – seja dentro de si, trancado no lar ou no interior do quarto próprio – corre o risco de não ser interceptado por olho algum. E, de acordo com as premissas básicas da sociedade do espetáculo e da moral da visibilidade, se ninguém vê alguma coisa é bem provável que esta coisa não exista. Como bem descobrira Guy Debord há quatro décadas, o espetáculo se apresenta como uma enorme positividade indiscutível, pois seus meios são ao mesmo tempo seus fins e sua justificativa é tautológica: “O que aparece é bom, e o que é bom aparece.” Nesse monopólio da aparência, tudo o que ficar do lado de fora simplesmente não é. SIBILIA, Paula. Eu visível e o eclipse da interioridade. In: O show do eu: a intimidade como espetáculo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008, p. 89-113.
Alguns itens da língua, quando utilizados em um texto, podem inserir nele alguns conteúdos adicionais, conhecidos como pressupostos, ou seja, informações implícitas que podem ser identificadas por meio de marcas linguísticas (marcas de pressuposição) presentes no texto. Esse tipo de conteúdo adicional pode ser interpretado a partir da leitura do primeiro período do texto, no qual o uso do advérbio “já” (l. 1) possibilita o acionamento do seguinte pressuposto:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.


