Língua PortuguesaInterpretação de textosCOCP IFMT 2026
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Questão de Língua Portuguesa
Pesquisa do Ipea mostra precarização das condições de trabalho Motoristas e entregadores de aplicativos estão trabalhando mais e ganhando menos desde que as plataformas de mobilidade começaram a fornecer os serviços para os usuários. Com rendimento menor e mais horas de trabalho, motoristas e entregadores – que não têm carteira assinada, não recebem décimo terceiro salário nem recolhem para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) – também perderam a proteção da Previdência Social por falta de contribuição voluntária. Empreendedor ou trabalhador A categoria tem posicionamento ambíguo, que alterna a autoimagem de que são empreendedores – e precisam de autonomia em relação ao Estado para o bom desenvolvimento e liberdade de suas atividades –, com a autocompreensão de que são trabalhadores e assim devem reivindicar direitos sociais previstos em outras ocupações laborais. “Constituiu-se, nos últimos anos, um pensamento hegemônico de que o contrato de trabalho – ou, em outras palavras, ser celetistas ou ‘fichado’ – é sinônimo de subordinação a um patrão e, portanto, de sujeição às mais diversas formas de exploração, discriminação, assédio etc. Dessa forma, trabalhar por meio de um aplicativo dá a sensação de não haver uma relação de subordinação e, consequentemente, haveria maior liberdade nas escolhas da vida laboral, ainda que isso implique jornadas excessiva de mais de 14 horas diárias e seis dias por semana”, afirma a pesquisa. O economista Carlos Henrique Leite Corseuil, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Ipea, assinala que os trabalhadores “falam muito que prezam pela autonomia, que querem autonomia e, por isso, até são reticentes a serem enquadrados como empregados na legislação trabalhista. Mas, na verdade, depois de depurar um pouco melhor os dados, é possível ver que eles não têm muita autonomia em diversos critérios. Não são livres para precificar o serviço, para estabelecer a jornada de trabalho e nem para definir qual cliente quer atender ou não. Há aparente contradição nessa posição dos trabalhadores em relação ao quanto de autonomia, de fato, eles têm ou pensam que têm.” Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-05/trabalhador-de-aplicativo-sem-protecao-social-mas-contra-regulacao. Acesso em: 10 set. 2025. Adaptado. CONCURSO PÚBLICO Página 5 de 25
Analise as assertivas acerca do Texto II. I – Apesar de ganharem menos e trabalharem por mais horas, as opiniões dos trabalhadores de aplicativos não são uníssonas acerca de regulamentar a atividade. II – Há predominância do pensamento de que a existência de contrato de trabalho leva à sujeição às diversas situações que podem surgir na relação patrão x empregado. III – O trabalho por meio de aplicativo garante a autonomia dos motoristas e entregadores, visto que não precisam se subordinar a um patrão nem a normas, tendo, então, total liberdade de escolha. IV – Para o Ipea, os trabalhadores de aplicativos optam claramente pela precarização do trabalho, uma vez que preferem a autonomia. Está correto o que se afirma em:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
