Língua PortuguesaExpressões idiomáticas e provérbiosDECEx 2021
CMBH
Questão de Língua Portuguesa
Marcel Merguizo — Tóquio Dias de luta, dias de luta, dias de luta e, às vezes, dias de glória. Os últimos dias foram dourados para o Brasil em Tóquio. Também foram bem bronzeados, graças ao sol e aos atletas, claro. No entanto, entre uma conquista e outra, houve a discussão sobre o que fizeram o italiano Gianmarco Tamberi e o catari Mutaz Essa Barshim. Eles decidiram dividir a medalha de ouro no salto em altura. Calma, cada um levou a sua e subiu ao lugar mais alto do pódio. Mas, antes, entraram num acordo: já chegamos até aqui juntos, acertamos até onde dava para acertar, agora vamos descansar e comemorar essa medalha de ouro juntos? O diálogo não foi exatamente esse, mas o final da história, sim. E a lição de que ganhar com companhia é melhor. A festa do italiano, o abraço, a aula de esportividade, estava tudo ali. Afinal, como diz o lema destas Olimpíadas: juntos mais fortes.
Atletas do salto em altura dividem a medalha de ouro — Imagem: fotograma do YouTube Quem também dividiu o lugar mais alto do pódio foram Kahena Kunze e Martine Grael. Obviamente, porque são uma dupla e conquistaram o bicampeonato olímpico na vela, na classe 49erFX. Mas as entrevistas logo após a conquista mostram que elas são mais que uma dupla, são parceiras, amigas, irmãs de leme, casco e vela. “Eu colocaria as duas medalhas nela”, disse Martine. “Eu faria tudo de novo por ela”, completou Kahena. Juntas, pela segunda vez, chegaram à vitória da cumplicidade, do repartir em vez de dividir, do time acima do individual.
Martine Grael e Kahena Kunze são ouro na classe 49erFX de vela — Imagem: Reuters E nem precisa ser da mesma equipe, do mesmo país, para reconhecer a importância do adversário. Foi o que fez Caeleb Dressel em entrevista a uma TV norte-americana após conquistar o ouro nos 50 metros estilo livre dos Jogos de Tóquio. O nadador dos Estados Unidos comentou que ficou emocionado ao ver as lágrimas do brasileiro Bruno Fratus no pódio. O bronze valia muito para o atleta brasileiro, enfim, medalhista olímpico. E o reconhecimento do campeão só reforça a importância do feito. O tão aclamado espírito olímpico está em alta na capital japonesa. O exemplo dos skatistas, torcendo até para os adversários durante as provas, talvez seja apenas o mais recente acréscimo de esperança dentro de uma edição olímpica marcada pelo reencontro dos povos após (ou melhor, durante) meses de sofrimento em meio a uma pandemia. E, para sair juntos dessa, a vitória de um precisa ser a vitória de todos. MERGUIZO, Marcel. Diário de Tóquio #16: vitória dupla. Globo Esporte – Blog Olímpico. Disponível em: <https://ge.globo.com/olimpiadas/blogs/blog-olimpico/post/2021/08/04/diario-de-toquio-16-vitoria-dupla.ghtml>. Acesso em: 10 set. Glossário: 2021. Adaptado. catari: pessoa nascida no Catar (Ásia); catariano.
Qual dos provérbios populares reproduzidos a seguir confirma a ideia central defendida na crônica esportiva (Texto V)?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



