Língua PortuguesaSignificação de palavras e expressões em contextoPaqTc-PB 2012
SEBRAE PB
Questão de Língua Portuguesa
Pequenas Ideias, Grandes Negócios Há uma noção de que as melhorias também chamadas de inovações incrementais voltadas para melhorias, redução de custos, etc. são fruto de muitas pequenas ideias, enquanto que a inovação de impacto normalmente voltada para novos produtos ou estratégias de marketing é fruto de uma grande ideia. Não é a ideia que tem que ser grande: grande tem que ser o seu efeito. Há diferenças que fazem toda a diferença, como a passagem do cadarço para o velcro nos tênis, por exemplo. Quantas boas ideias, quantas inovações de fato lucrativas, pode-se ter trazendo ideias já consagradas de outros segmentos? A Springer Carrier, por exemplo, inovou sua estratégia de marketing trazendo do universo da decoração a ideia do show-room. Assim, hoje temos show-rooms de ar-condicionado, por que não? Outro argumento em defesa das pequenas ideias vem dos consultores americanos Alan Robinson e Dean Schroeder, autores do livro Ideas Are Free: para eles, são as grandes ideias que tendem a ser copiadas rapidamente pela concorrência, pois chamam mais a atenção. No fundo, precisamos redefinir a noção do que é uma grande ideia, pois a busca do ineditismo e da ousadia pode nos tolher a visão ou provocar ideias de difícil implementação. Não podemos nos deixar impressionar pela grandiosidade das ideias que caem em nossas mãos: elas não são necessariamente as mais rentáveis, são apenas as que mais aparecem. É extremamente saudável para quem quer inovar conhecer o histórico de inovações. O processo criativo é desmitificado. Assim, além da famosíssima história do post-it, oriundo da cola que não colava, devemos ir atrás de histórias como a do Martini: uma companhia aérea americana precisava reduzir custos e para isso deixou de oferecer Martini, que já era pouco consumido, nos voos matinais. Com isso, eliminou também as azeitonas (produto perecível e portanto mais caro) e aproveitou o espaço que elas ocupavam na geladeira para outras coisas. Atenção: essa ideia foi dada por um comissário de bordo. E o que foi preciso para que ele a gerasse? Nada de arroubos de genialidade. Bastou estar atento, observar rotinas como processos mutáveis, conhecer o próprio trabalho. Para as pessoas que utilizam, ensinam e facilitam processos de brainstorming (ou tempestade cerebral, o momento de expressar todas as ideias a respeito de um assunto, sem censura) vale lembrar que nesta fase, além das ideias absurdas, deve haver espaço para as ideias que, apesar de quebrar paradigmas, em sua essência são simples. Na segunda fase do brainstorming, quando as ideias são agrupadas e selecionadas, a busca da grande ideia pode podar as pequenas. Além disso, o agrupamento das ideias pode ser perigoso: juntando ideias parecidas, poderemos perder de vista aquela que fará toda a diferença. Outra forma de gerarmos ideias boas, rentáveis e não necessariamente grandiosas é por meio da técnica da fertilização cruzada. O nome, oriundo da biologia, fala justamente da nossa capacidade de obter inspiração em universos diferentes dos nossos, como no caso da Springer Carrier, citado acima. Assim, se a ideia do Martini veio da observação do cotidiano, inúmeras outras ideias surgem da observação do diferente. Finalmente, é preciso estar preparado para a inovação. Em vendas e em atendimento costumam surgir inúmeras ideias, pequenas mas poderosas, frequentemente geradas pelos próprios vendedores e atendentes. Muitas vezes essas ideias se perdem ou são utilizadas uma única vez, pela falta de um canal de resgate e comunicação. É preciso lembrar de que pequenas ideias geram grandes negócios. (Gisela Kassoy, http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_8/. Acesso em 12/3/12, com adaptações)
Em “...pois a busca do ineditismo e da ousadia pode nos tolher a visão ou provocar ideias de difícil implementação” (3º§), tolher tem o sentido de
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
