Língua PortuguesaHumor e ironiaCebraspe 2020
SEFAZ DF
Questão de Língua Portuguesa
Texto CG1A1-I Grandes companhias globais falam muito em sustentabilidade ambiental e descarbonização de sua produção, mas o que fazem na prática é insuficiente. A implementação de programas de sustentabilidade corporativa tem sido lenta, conforme estudo de dois professores do International Institute for Management Development (IMD), instituto de administração sediado na cidade suíça de Lausanne. Dos executivos consultados em outra pesquisa realizada pelo IMD, 62% consideram estratégias de sustentabilidade necessárias para serem competitivos atualmente, e outros 22% dizem que isso será importante no futuro. Sustentabilidade é vista como uma abordagem de negócios para criar valor a longo prazo, levando-se em conta como uma companhia opera nos ambientes ecológico, social e econômico. Em pesquisa com dez setores industriais ao longo de três anos, os dois professores do IMD concluíram que, ao contrário do otimismo gerado pelo Acordo de Paris para combater a mudança climática e pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, as iniciativas nas empresas deixam a desejar. Na pesquisa, eles constataram que menos de um terço das companhias desenvolveram casos de negócios claros ou proposições de valor apoiadas em sustentabilidade. Além disso, apenas 10% das empresas estão conseguindo captar o valor total da sustentabilidade, enquanto muitas companhias restam presas na “divulgação”. Alguns setores têm melhores resultados na implementação de programas de sustentabilidade, como o setor de material de construção, em comparação ao de telecomunicações. Os professores alertam que o tempo está esgotando. Estudos mostram que a poluição de carbono precisa ser cortada quase pela metade até 2030 para evitar 1,5 grau de aquecimento do planeta. Isso requer revisões ainda mais drásticas das indústrias globais e dos governos. Os dois professores destacam que os investidores reconhecem cada vez mais o impacto, para a sociedade, das empresas nas quais investem. Eles notam que a necessidade de desenvolver modelos de negócios mais sustentáveis está aumentando tão rapidamente quanto os níveis de dióxido de carbono na atmosfera. E sugerem um forte senso de foco que chamam de “vetorização”, que inclui programas de sustentabilidade corporativa mais acelerados. Os pesquisadores alertam que companhias que trabalham em boas causas sem relação com seus negócios centrais tendem a ser menos efetivas. Assis Moreira. Valor econômico, 18/3/2019. Internet: <valor.globo.com> (com adaptações).
DO DISTRITO FEDERAL (SEEC/DF) ser utilizados para rascunho.
Considerando as informações veiculadas no texto CG1A1-I, julgue os itens seguintes. Conclui-se da noção de sustentabilidade presente no texto que ser sustentável é incompatível com criar valor.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.




