Língua PortuguesaInferências, pressupostos e subentendidosInstituto Ágata 2025
Pref Juruti
Questão de Língua Portuguesa
O perigo de se apegar a animais de estimação, segundo a psicologia Um estudo desenvolvido por estudantes de psicologia da PUC-RS relaciona o apego excessivo a animais de estimação a riscos psicológicos como neuroticismo, depressão, ansiedade e uma maior vulnerabilidade emocional. De acordo com a pesquisa, realizada com mais de 2,6 mil usuários em uma pesquisa conduzida de forma remota, “gostar demais” dos animais de estimação, como cães e gatos, costuma estar relacionado a uma tendência de substituição de relações humanas próximas por elos familiares com pets, chamados de “vínculos ultrafusionalmente dependentes”. Esse quadro pode acentuar sintomas depressivos e a ansiedade, além de promover o isolamento social, indicam os pesquisadores. Situações de alerta podem envolver hábitos como dormir frequentemente ou diariamente com o pet na cama, tratá-lo de forma excessivamente “humanizada” e reduzir interações sociais para passar mais tempo com os bichi- nhos, diz a pesquisa. A relação assimétrica também contribui com comportamentos neuróticos e com o encobrimento de problemas interpessoais nos donos, que costumam “transferir” funções psicológicas fornecidas por relações humanas ao animal. Mas os sintomas não são só humanos: o apego ansioso com os animais pode se manifestar comportamentalmente nos próprios bichinhos, que desenvolvem síndromes ansiosas, como a do abandono, ao serem deixados sozinhos por longos períodos de tempo. Chamada “síndrome da ausência do dono”, esse fenômeno tem origem na “dependência extrema” do contato humano. Enquanto vínculos equilibrados tendem a melhorar o bem-estar humano e a promover situações de mais extroversão e sociabilidade, os vínculos ansiosos e a preocupação excessiva com os pets aumentam o risco de depressão. De acordo com um relatório desenvolvido na França, Baromètre Facco-Odoxa 2024, até 85% dos donos de pets do país consideram que seus animais de estimação melhoram sua saúde mental, mas cerca de 26% admitem ser “emocional- mente dependentes” deles. Isso significa que mesmo eventos naturais, como uma viagem ou, mais grave, a eventual morte dos bichinhos, podem ser traumáticos e difíceis de serem superados pelos donos mais ansiosos, que praticam essa espécie de “hiperapego”. De acordo com o relatório, alguns sinais devem ser observados no caso de uma socialização desequilibrada com os animais: • Você não suporta a ideia de deixar seu animal de estimação, mesmo que por algumas horas. • Você reduziu suas interações sociais para ficar com ele. • Você sente angústia emocional só de pensar que ele pode envelhecer ou morrer. • Você fala mais com seu animal de estimação do que com as pessoas ao seu redor. • Você o humaniza a ponto de lhe dar emoções ou responsabilidades que não lhe pertencem. (SILVA. Anne. https://www.msn.com/pt-br/saude/other/o-perigo-de-se-apegar-a-animais-de-estimação)
A partir da leitura do texto sobre o apego excessivo a animais de estimação, assinale a alternativa que melhor exemplifica um fenômeno pragmático identificado na construção de sentidos do texto.
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

