EconomiaEconomia regional e desigualdades regionaisLegalle 2026
Pref Forquetinha
Questão de Economia
No primeiro trimestre de 2026, a economia mundial apresentou desempenho heterogêneo. Brasil, Estados Unidos e China aceleraram o crescimento, enquanto a Área do Euro e a Argentina desaceleraram. As perspectivas globais pioraram em razão do conflito no Oriente Médio, que elevou os preços do petróleo, aumentou a volatilidade e reforçou os riscos de inflação e desaceleração econômica em 2026. Em contrapartida, os investimentos em tecnologia e inteligência artificial seguem sustentando parte do crescimento mundial. Os dados mais recentes indicam que a economia brasileira interrompeu a trajetória de desaceleração observada em 2025. No primeiro trimestre de 2026, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,1% em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, destaca-se a expansão de 7,4% das exportações. Os indicadores mensais mostram desempenho heterogêneo entre os setores: a indústria de transformação voltou a crescer, o comércio apresentou expansão moderada e os serviços mantiveram trajetória oscilante. Em conjunto, os indicadores apontam uma economia resiliente, embora com crescimento ainda concentrado em alguns segmentos. No Rio Grande do Sul, o PIB manteve-se estável no primeiro trimestre de 2026, em relação ao trimestre anterior. O resultado refletiu o crescimento da indústria e dos serviços, compensado pela retração da agropecuária. Na comparação com o mesmo período de 2025, a economia avançou 0,4%. Os indicadores mais recentes da indústria, do comércio e dos serviços indicam continuidade da expansão dessas atividades. Na agropecuária, as estimativas confirmam o crescimento das produções de milho e, principalmente, de soja, que deverão impulsionar o desempenho do setor no segundo trimestre. Para o restante do ano, preocupa a expressiva redução da área plantada de trigo, principal cultura de inverno do estado. As exportações gaúchas totalizaram US$ 9,844 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionada por produtos agropecuários e industriais. No mercado de trabalho, os principais indicadores permaneceram estáveis em relação ao trimestre anterior. Na comparação interanual, houve melhora da taxa de desocupação, do rendimento médio real e da massa de rendimentos, enquanto a ocupação se manteve estável. As perspectivas para a economia gaúcha seguem desafiadoras. Embora a recuperação da safra de soja deva favorecer o PIB no segundo trimestre, o segundo semestre tende a ser menos favorável em razão da redução da área plantada de trigo e dos riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño. Somam-se a esse cenário as incertezas geopolíticas, o aumento das tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, os juros elevados e a estabilização da renda do trabalho na margem. Fonte: Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão, Departamento de Economia e Estatística. Boletim de conjuntura do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, v. 8, n. 2, julho/2026.
Com base na análise das perspectivas para a economia do Rio Grande do Sul apresentadas no Boletim de Conjuntura, analise as partes que seguem: (1ª parte): O elevado patamar das taxas de juros e a estabilização da renda do trabalho atuam como estímulos ao dinamismo e à aceleração da atividade econômica. (2ª parte): O fenômeno do El Niño e a redução da área plantada de soja configuram ameaças internas/setoriais para o segundo semestre de 2026. (3ª parte): O cenário internacional é marcado por incertezas geopolíticas e medidas protecionistas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Pode-se afirmar que:
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

