Língua PortuguesaCraseCom. Exam. (MPE RS) 2013
MPE RS
Questão de Língua Portuguesa
Texto abaixo 1. Não há como fugir dele. O estresse já se 2. incorporou ao cotidiano da maioria das pessoas, 3. em especial nas grandes cidades. E, embora o 4. estresse tenha se tornado nos últimos anos 5. sinônimo de irritação, frustração e problemas a 6. serem resolvidos, não é, por si só, 7. necessariamente ruim. Pelo contrário: se hoje 8. estamos aqui é , em momentos de 9. risco à preservação da própria vida (como 10. encontrar um predador pela frente), o cérebro de 11. nossos antepassados deu ordem para que fosse 12. descarregada na corrente sanguínea uma 13. considerável carga de hormônios. Esse processo 14. orgânico, indissociável das consequências 15. emocionais, preparou para duas 16. reações possíveis: lutar ou fugir. Obviamente 17. havia outra possibilidade: ficar e ser 18. inexoravelmente devorado pela fera – mas, claro, 19. os que fizeram essa escolha não viveram para 20. perpetuar seus genes e se tornar nossos 21. ancestrais. 22. O problema dessa história são os resquícios 23. que carregamos desse funcionamento: 24. tendemos a reagir aos agentes estressores – 25. principalmente os do dia a dia, como trânsito, 26. divergências com parceiros ou colegas, 27. pressões profissionais e contas a pagar – 28. como se fossem predadores que ameaçassem 29. nossa vida. Não raro, nos sentimos tão 30. tomados pelos problemas e pela sobrecarga a 31. ponto de adoecer, e nos esquecemos de que 32. nem sempre é preciso suportar passivamente o 33. peso das sobrecargas que povoam nossos dias 34. e nos levam à exaustão mental e emocional. 35. Nesse caso, recorro a um pouco de liberdade 36. poética para uma reinterpretação do que 37. poderia ser entendido por lutar ou fugir. 38. A luta ganha conotação mais ampla quando 39. nos antepomos ao que oprime e buscamos 40. saídas por meio de uma reflexão crítica, 41. inteligente e objetiva a respeito da própria vida. 42. Um exemplo banal: o trânsito provoca cansaço, 43. mau humor, e disso advêm sintomas físicos; 44. dar a essa situação (que, em si, 45. decididamente não podemos alterar) lugar tão 46. importante em nossa vida? É possível alterar o 47. horário de sair de casa, o trajeto que optamos 48. por percorrer, até mesmo a cidade que 49. escolhemos para viver. Principalmente, é 50. possível olhar a fera nos olhos e, se for o caso, 51. fugir, sim, não? Mas de forma 52. consciente, sabendo que ainda há alguma 53. chance de autonomia mesmo nas ocasiões em 54. que parece não haver margem de manobra. Adaptado de: LEAL, G. Mente e Cérebro, n. 37, 2013, p. 3.
Considere as seguintes afirmações sobre o emprego do sinal de crase no texto. I. A substituição da palavra risco (l. 9) por ameaça acarretaria alterações em relação ao uso da crase. II.A substituição da palavra exaustão (l. 34) por esgotamento acarretaria alterações em relação ao uso da crase. III. A substituição do segmento ao que oprime (l. 39) por opressão criaria as condições necessárias para o uso da crase. Quais estão corretas?
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



