Língua PortuguesaPonto e vírgula e dois-pontosInstituto ACCESS 2023
UFFS
Questão de Língua Portuguesa
Flechas de 54 mil anos são encontradas na Europa Artefatos de pedra encontrados por pesquisadores franceses podem ser um dos mais antigos indícios do uso de flechas pelos seres humanos anatomicamente modernos (Homo sapiens). Com idade 5 estimada de 54 mil anos, os objetos têm tamanho e formato que são compatíveis com a função de projétil, além de marcas nas pontas que também parecem indicar que eram disparados com a ajuda de um arco para atingir com força o seu alvo. 10 Se a hipótese da equipe europeia for comprovada, a descoberta corresponderá a um importante "elo perdido" da tecnologia do arco e flecha. Indícios semelhantes, encontrados anteriormente na África, o berço do Homo sapiens, têm mais de 60 mil anos, 15 mas depois disso as pontas de flecha parecem desaparecer do registro arqueológico por até dezenas de milênios. Os novos achados na gruta de Mandrin, no sudeste da França, seriam as mais antigas pontas de 20 flechas fora do continente africano. Segundo seus descobridores, elas indicariam que a técnica de fabricação dessas armas ajudou os seres humanos de anatomia moderna a suplantar seus primos arcaicos, os neandertais, que então predominavam na Europa e no 25 Oriente Médio. Detalhes sobre a descoberta acabam de ser publicados em artigo no periódico especializado Science Advances. O trabalho é assinado por um trio de cientistas: Laure Metz, da Universidade de Aix-Marselha; Jason 30 Lewis, da Universidade de Stony Brook (EUA); e Ludovic Slimak, da Universidade de Toulouse Jean Jaurès. Vários elementos permitiram que a equipe concluísse que alguns dos artefatos da gruta de Mandrin provavelmente eram pontas de flecha. A primeira pista foi 35 o tamanho diminuto de vários dos instrumentos, que eles acabaram classificando como "nanopontas": um comprimento entre 3 cm e 1 cm. A largura delas fica entre 1,5 cm e 1 cm. A análise das fraturas – ou seja, dos padrões de 40 quebra – dessas pontas de pedra revelou que muitas delas sofreram repetidos danos percussivos em suas extremidades, ou seja, um impacto frontal contra objetos duros. Além disso, não parecia fazer sentido que elas 45 fossem usadas na ponta de lanças, por exemplo. Segundo os pesquisadores, estudos com lanças e flechas produzidos por sociedades tradicionais recentes mostram que a largura da haste onde a ponta de pedra fica presa nunca é menor do que a própria ponta da arma. E, no caso 50 da largura de 1 cm das pontas, as pontas equivalentes produzidas atualmente servem apenas para flechas. UFFS - Edital nº 59 / GR/UFFS/2023 Para tirar isso a limpo, os cientistas realizaram experimentos nos quais produziram réplicas das pontas de pedra e as usaram para fabricar flechas, que foram 55 disparadas em diversos testes. O padrão de danos nas pontas de pedra produzidas por eles se mostrou muito semelhante ao identificado nos artefatos antigos, o que trouxe mais peso à hipótese da equipe. Embora os arcos correspondentes não tenham 60 sido achados, trata-se de uma lacuna natural, uma vez que a madeira e os tendões de animais usados na fabricação das armas se decompõem com relativa facilidade. A tecnologia do arco e flecha foi uma das 65 primeiras a permitir ataques relativamente precisos a distância, aumentando bastante a eficiência da caça de diversos tipos de animais. Seu emprego em confrontos com outros seres humanos é mais nebuloso durante a maior parte da Idade da Pedra – os indícios sobre esse tipo 70 de confronto são muito raros até cerca de 10 mil anos atrás. O mesmo vale para confrontos entre seres humanos modernos e neandertais. Apesar da hipótese da equipe francesa sobre as vantagens trazidas pelo arco e 75 flecha, sabe-se que os neandertais persistiram na Europa Ocidental até 40 mil anos atrás, muitos milênios depois das flechas fabricadas em Mandrin. Mas não se pode descartar que essas e outras tecnologias tenham aumentado a eficiência de obtenção de alimentos por 80 parte dos Homo sapiens, tendo um efeito indireto negativo sobre os humanos arcaicos, que competiam por esses recursos com eles. (Reinaldo José Lopes. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/02/flechas-de-54-mil-anossao-encontradas-na-europa.shtml. 27.fev.2023)
O trabalho é assinado por um trio de cientistas: Laure Metz, da Universidade de Aix-Marselha; Jason Lewis, da Universidade de Stony Brook (EUA); e Ludovic Slimak, da Universidade de Toulouse Jean Jaurès. (L.28-31) O segmento após os dois-pontos no período acima, em relação ao trecho anterior, exerce papel de
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.



