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Questão de Língua Portuguesa
EDITAL N.º 05/2025 331 – ENGENHEIRO DE SEGURANÇA DO TRABALHO o RESPONDA A TODAS AS QUESTÕES. o A DURAÇÃO DA PROVA É DE 3 HORAS. o A SAÍDA DO CANDIDATO DO PRÉDIO SERÁ PERMITIDA APÓS TRANSCORRIDO O TEMPO MÍNIMO ESTABELECIDO NO Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 8. O Parkinson é uma doença degenerativa que causa a morte das células produtoras do mensageiro químico dopamina. A dopamina é necessária para sinalização nas partes do cérebro que controlam os movimentos corporais. Sem dopamina em quantidade suficiente, as pessoas que sofrem de Parkinson podem ter sintomas como tremores, rigidez e lentidão de movimentos. A doença piora com o tempo e, até o momento, não tem cura. Foi a utilização de uma tecnologia que, até agora, ajuda a restaurar as funções cerebrais em certas condições neurológicas. Ela é a Estimulação Cerebral Profunda (ECP), uma técnica complexa, utilizada por muitos anos para tratar de pessoas com transtornos de movimento. Há quem acredite que ela pode ser empregada também em pessoas que possuem Parkinson. A Estimulação Cerebral Profunda pode ajudar a aliviar alguns dos sintomas de Parkinson, mas nem sempre é eficaz. As formas com que a vasta rede de neurônios envia sinais elétricos entre si são complexas e, até o momento, não são totalmente compreendidas. "Existem muito mais sintomas do que apenas tremores e problemas de mobilidade", explica Lucia Ricciard, também da Universidade City St George de Londres. "Eles incluem sintomas como depressão, ansiedade, falta de motivação, problemas de memória e dificuldades para dormir". Ela destaca que os estudos indicam que a estimulação cerebral profunda também pode ajudar a aliviar alguns destes sintomas, como a depressão e a ansiedade, mas é preciso realizar mais pesquisas a respeito. Existem também considerações individuais. Cada cérebro é altamente complexo e único e, por isso, não existe uma solução única que sirva para todos. Os cabos implantados e empregados na ECP consistem em diversos segmentos independentes, conectados a diferentes neurônios. Os especialistas precisam determinar quais segmentos devem ser estimulados para conseguir maior impacto sobre os sintomas do paciente. "Para tomar a decisão de qual segmento ativar e com qual parâmetro em termos de frequência, amplitude e pulso, existem muitos aspectos que devem ser considerados", afirma Ricciard. Este processo de calibragem personalizada, tradicionalmente realizado por meio de tentativa e erro, vem melhorando constantemente, ainda mais agora que a inteligência artificial pode sugerir quais combinações são as melhores para cada cérebro. Ainda não está muito claro se a estimulação cerebral serve para melhorar outras funções, como a memória. Mas este ponto, atualmente, é objeto de investigação. A memória humana está concentrada em uma região do cérebro chamada hipocampo. Ela recebe informações de outras partes do cérebro, como o odor, o som e a imagem de uma experiência, e a converte em um código que é armazenado a curto ou longo prazo, explica o especialista em memória Robert Hampson, da Universidade Wake Forest, nos Estados Unidos. Há vários anos, sua equipe realizou experimentos com pequenos roedores, que receberam uma tarefa que exigia o uso da memória, e observou o surgimento de padrões elétricos específicos antes que o animal decidisse o que fazer. "Se o rato de laboratório girar para a esquerda, obtenho um padrão que chamo de 'esquerda'. Caso ele girar para a direita, obtenho um padrão que chamo de 'direita'", explica Hampson. "Descobrimos que existem padrões associados ao funcionamento correto da memória e suas possíveis falhas". Hampson começou a se perguntar se seria possível influenciar esses padrões e "reparar a memória quando ela falhar". Sua equipe foi pioneira nos primeiros testes em seres humanos de um dispositivo denominado prótese neural hipocampal, descrito por Hampson como "mais parecido com uma muleta ou gesso" do que com uma prótese. De forma similar à ECP, ele exige a implantação cirúrgica de diversos eletrodos, estes dirigidos ao hipocampo. A tecnologia ainda não está totalmente desenvolvida. Por isso, no lugar da implantação de um marca-passo, os eletrodos são atualmente conectados a um grande computador externo, que pode enviar e receber mais sinais do cérebro. "Tentamos restaurar a função quando ela fica debilitada ou se perde", detalhou Hampson. Em testes com pessoas com epilepsia, os resultados são promissores. "Observamos uma melhora de 25% a 35% da capacidade de reter informações por cerca de uma a 24 horas. Isso foi observado em pacientes que apresentavam maiores problemas de memória no início do teste", conclui o cientista. (Jornal BBC News Brasil, 17.01.2026. Adaptado).
O texto fala sobre o emprego da tecnologia no combate à doença de Parkinson. Sobre esse assunto, é correto afirmar que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
