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Questão de Língua Portuguesa

CONHECIMENTOS DE PORTUGUES - 08 Texto para as questões 18, 19, 20 e 21. A leitura e interpretação dos enunciados fazem parte do processo avaliativo. Nativos digitais podem estar perdendo capacidades cerebrais. Neurocientista britânica, Susan Greenfield faz um alerta: a nova geração de "nativos digitais" está perdendo capacidades cerebrais. "Quem sou eu e como posso me desenvolver como ser humano? - Essas questões são a fronteira da atualidade. A pressão dos sentidos domina o mundo contemporâneo. Quanto mais excitante a experiência, mais dopamina. São mecanismos doentes. Em vez de sermos vítimas da máquina no futuro, devemos nos questionar desde já. A tecnologia é inevitável, mas não a supremacia da tecnologia sobre a humanidade." - Susan Greenfield, professora e neurocientista britânica Susan Greenfield esteve no Fronteiras do Pensamento para fazer um alerta: a nova geração de "nativos digitais" estaria perdendo capacidades cerebrais. É provado que o QI vem aumentando com o passar das décadas, mas Greenfield lembra que o QI é a forma de medir a inteligência lógica e que passa reto pelas inteligências sensíveis. Esta é a preocupação de Greenfield: "as crianças que estão crescendo no ambiente do ciberespaço não vão aprender como olhar alguém nos olhos, não vão aprender a interpretar tons de voz ou a linguagem corporal." Segundo Susan, há três transformações fundamentais no modo de perceber e interagir o mundo que estão "moldando" o cérebro: 1 - redes sociais modificam a identidade e os relacionamentos 2 - videogames modificam a atenção, a agressividade e a dependência 3 - programas de busca modificam o modo de diferenciar informação de conhecimento Novos estudos apontaram que videogames aumentam áreas do cérebro que liberam dopamina. A dopamina é um neurotransmissor (substância química produzida pelos neurônios) responsável pela sensação de prazer e de motivação. Por isso, a dopamina é frequentemente associada aos usuários de drogas – por ser viciante. Existem pesquisas que correlacionam o aumento de doenças de falta de atenção ao uso extremado de computadores e videogames. Isso se acentua em casos extremos, nos quais as pessoas gastam até 10h por dia em frente à tela. Existe uma forte correlação com anormalidades em exames cerebrais, como problemas de foco, hiperatividade e estresse. Para Susan, mais do que proibir ou restringir o uso da tela, é necessário estimular a vida "real". A interação deve se dar tanto na tela quanto fora dela. É preciso que os pais estimulem as crianças, criem mundos divertidos na realidade também: "Estamos diante de uma mudança mental global. Precisamos de estudos variados e de softwares que estimulem o foco. Precisamos pensar nos ambientes das próximas gerações. Não proibir o uso da web, mas criar ambientes que as tirem da tela. Seria uma grande ironia se a tecnologia que possibilita uma vida mais longa nos privasse de uma individualidade mais rica." www.fronteirasdopensamento.com.br

Segundo as informações do texto, é correto o que se afirma em: I. O objetivo do texto é fazer um alerta quanto ao aumento de doenças mentais. II. A neurocientista afirma que há infinitas transformações fundamentais no modo de perceber e de interagir no mundo, moldando o cérebro dos “nativos digitais”. III. Para a neurocientista britânica, as redes sociais, os videogames e os programas de busca estão promovendo modificações na forma de se perceber e interagir no mundo. IV. Para a autora, a tecnologia é inevitável e pode dispensar estímulos da vida real. V. Alguns estudos apontam uma correlação com o aumento de casos de hiperatividade, falta de atenção e estresse, pelo aumento de tempo gasto em frente de computadores e videogames. Quais estão corretas?

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.