Questões de Língua Portuguesa · Legalle

Língua PortuguesaTempos verbais do indicativoLegalle 2026

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Questão de Língua Portuguesa

Roteiros rasgados Formatura de terceiro ano do ensino médio e um otimo laboratorio antropologico musical. Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, quando honrei meu lugar de tiozão e sentei para assistir as entradas de cada aluno embaladas por músicas que eu jamais tinha ouvido - ou pelo menos era isso que eu imaginava. Mas não foi bem isso que aconteceu. Fui pego de surpresa quando começou a tocar Legião Urbana. Pensei ser um caso isolado, afinal, estamos falando de adolescentes de 17 anos e é totalmente compreensível que alguns tenham herdado o gosto musical dos pais. Mas logo veio uma não tão conhecida assim do ABBA, seguida por um clássico do Engenheiros do Hawaii. E nem entro no mérito de dizer que as playlists de ontem eram melhores. A surpresa mesmo veio da subversão do que era esperado: enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, aluno apos aluno ceifou meu pré-conceito. Quando Elis Regina tomou conta daquele teatro, percebi que talvez eu estivesse menos atualizado sobre osjovens do que eles sobre o passado. Coisa parecida aconteceu dias atrás, quando respirei fundo e separei todo tipo de papelada possível antes de ligar para a empresa de gás e para a operadora de internet objetivando seus respectivos cancelamentos. A gente já sabe, a gente já está acostumado: o contratar e fácil, o rescindir e um teste de paciência. Preparei-me psicologicamente para a transferência de setor em setor, para a ofefta insistente de descontos imperdíveis e para aquela Írase clássica que sempre começa com "mas o senhor tem certeza?". Porém, poucos minutos ou alguns simples cliques depois, tudo estava suspenso. Sem drama. Sem resistência. A facilidade pareceu um soco que chega de surpresa quando você está esperando um cafuné. Ou vice-versa. Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas de um jeito que não deveríamos ter nos acostumado. Decoramos situações com a expectativa que nos cabe, enfiando cada uma delas em espaços limitados onde o inesperado nem mesmo foi cogitado. Criamos atalhos mentais para economizar energia e, de quebra, economizamos também a chance de sermos surpreendidos para melhor. E é exatamente quando isso acontece que ficamos desconcertados não pela música oitentista ser - melhor que um funk atual, por exemplo, e sim porque estamos sempre prontos para confirmar o que já acreditamos mas raramente para sermos desmentidos. Seja um atendimento público que funciona, um grupo de WhatsApp que não vira caos, um comentário gentil na internet ou um adolescente que segura a porta enquanto você atravessa carregado de ceftezas. a vida sabe quando desmontar nossos pequenos rótulos. No fim, quem sabe o mundo não esteja tão empenhado em confirmar nossos preconceitos quanto nos estamos em cultivá-los. As vezes, o inesperado não e revolucionário. E apenas o lembrete silencioso de que nem tudo precisa caber nas categorias que criamos para nos sentirmos no controle. (adaptado) Autor. Pedro Guerra Kuman - GZH

No texto, a construção verbal contribui para a articulação entre relato, expectativa e reflexão, exigindo do leitor atenção não apenas ao tempo verbal empregado, mas também ao valor discursivo que ele assume em cada contexto. Nesse sentido, com base em trechos do texto, analise as assertivas a seguir: I. Em Foi o que pensei ao ver meu primo se formando no ano passado, a forma verbal foi está no pretérito perfeito do indicativo e expressa, no contexto, uma ação pontual já concluída. II. Em enquanto eu aguardava o funk que eu mal saberia identificar, a forma verbal aguardava está no preterito imperfeito do indicativo e sugere uma ação em curso no passado, ao passo que saberia está no futuro do preterito do indicativo. III. Em Talvez eu pudesse dizer que nos acostumamos com as coisas, a forma verbal pudesse está no preterito imperfeito do subjuntivo, empregado em contexto de hipotese ou atenuação enunciativa. IV. Em nem tudo precisa caber nas categorias que criamos, a forma verbal precisa está no presente do subjuntivo, exprimindo possibilidade incerta no momento da enunciação. Estão CORRETAS:

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