Questões de Língua Portuguesa · IAUPE

Língua PortuguesaAcento diferencialIAUPE 2008

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Questão de Língua Portuguesa

Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!...” E em voz alta: 0 Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor. 0 Muito bem! 0 exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização. Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo: 0 Infelizmente, amigo co-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a fresca, sim? Até logo. E raspou-se. Contra esperteza, esperteza e meia.

A Língua Portuguesa utiliza o acento diferencial para distinguir homógrafos tônicos de átonos. No trecho seguinte “...pôr-se ao fresco...” a palavra em destaque (que é verbo) recebe um acento diferencial para não ser confundida com por (preposição). Sobre o acento diferencial, analise os itens abaixo. I. pélo (verbo) é diferente de pêlo (substantivo). II. pára (verbo) é diferente de para (conjunção). III. pôde (3ª. pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo), diferente de pode (3ª. pessoa do singular do presente do indicativo) Somente está CORRETO o que se afirma em

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.