Questões de Língua Portuguesa · Vunesp

Língua PortuguesaIroniaVunesp 2015

Pref Arujá

Questão de Língua Portuguesa

Aprender sem pressa Por que crianças com menos de seis anos não devem ser matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental? Essa é a pergunta de muitos pais que consideram seus filhos maduros e prontos para enfrentar o ensino das letras e dos números do modo formal que nossas escolas ensinam, usem elas este ou aquele método de ensino e de alfabetização. Nossa sociedade foi bombardeada com informações apontando caminhos para um futuro de êxitos e uma carreira bem-sucedida de quem ainda está na infância. Quanto mais cedo a criança começar a aprender, melhores serão suas chances de sucesso, afirmam, de maneira geral, esses estudos. E isso resultou numa corrida das famílias em busca da melhor formação para os filhos. Reforço escolar, alfabetização precoce, cursos das mais variadas disciplinas e atividades etc. passaram a fazer parte de uma agenda carregada das crianças, já a partir de três anos, quando não menos. As escolas, atentas ao movimento da comunidade, responderam à altura: trouxeram para a educação infantil o modelo de funcionamento do ensino fundamental. Dessa maneira, crianças de três, quatro anos passaram a usar carteiras em sala de aula, a ter professores especialistas e a brincar livremente apenas no horário do recreio. Já na década de 1990, vimos crianças viverem essa correria rumo ao sucesso, com seus pais sempre metidos nessa necessidade louca de forçar o filho a ser um bom – de preferência o melhor – estudante. Mas parece que todo esse esforço não deu muito certo, pelos resultados que observamos. As universidades passaram a receber jovens cada vez mais infantilizados, que relutam em finalizar seus estudos na graduação, e os pais, a enfrentar, ainda no decorrer do ensino fundamental, a falta de vontade dos filhos de se comprometer minimamente com os estudos. Foi então que novos estudos passaram a ser difundidos, apontando a necessidade de a criança ter mais liberdade para ser criança e, de fato, viver a infância na hora certa. Foi por esse motivo que surgiu, nos Estados Unidos e na Inglaterra, um movimento que prega menores demandas dos pais aos filhos, para que eles tenham tempo para brincar e para o ócio, questões fundamentais para uma vivência infantil tranquila e produtiva. A criança de cinco anos, e até mesmo a de quatro, pode se alfabetizar por interesse próprio e aprender muito mais, com o apoio dos professores da educação infantil, que, aliás, têm a mesma formação dos professores dos anos iniciais do fundamental. E ela pode fazer isso brincando, sem ter de fazer lições e participar de aulas expositivas. (Rosely Sayão. Folha de S.Paulo, 28.04.2015. Adaptado)

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Na passagem – ... com seus pais sempre metidos nessa necessidade louca de forçar o filho a ser um bom – de preferência o melhor – estudante. – (3o parágrafo), o termo em destaque expressa sentido

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.