Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · INEP (ENEM)

Atualidades e Conhecimentos GeraisRacismo e questão racialINEP (ENEM) 2024

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Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

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Figura da questão (imagem do caderno de prova)

A Periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor. Dos becos e vielas há de vir a voz que grita contra o silêncio que nos pune. Eis que surge das ladeiras um povo lindo e inteligente galopando contra o passado. A favor de um futuro limpo, para todos os brasileiros. A favor de um subúrbio que clama por arte e cultura, e universidade para a diversidade. Agogôs e tamborins acompanhados de violinos, só depois da aula. Contra a arte patrocinada pelos que corrompem a liberdade de opção. Contra a arte fabricada para destruir o senso crítico, a emoção e a sensibilidade que nasce da múltipla escolha. A Arte que liberta não pode vir da mão que escraviza. A favor do batuque da cozinha que nasce na cozinha e sinhá não quer. Da poesia periférica que brota na porta do bar. Do teatro que não vem do “ter ou não ter...”. Do cinema real que transmite ilusão. Das Artes Plásticas, que, de concreto, quer substituir os barracos de madeiras. Da Dança que desafoga no lago dos cisnes. Da Música que não embala os adormecidos. Da Literatura das ruas despertando nas calçadas. A Periferia unida, no centro de todas as coisas. VAZ, S. Disponível em: www.novacultura.zinfo. Acesso em: 24 maio 2024. Galeria, lambe-lambe, favela grafitada, muro de casa, parede de escola. Eis alguns exemplos de obras visuais que se apropriam da arquitetura improvisada das cidades e interagem com a população. Essas intervenções artísticas são importantes porque transformam paisagens e passam mensagens de identidade, representatividade e justiça social.

Figura da questão (imagem do caderno de prova)

O projeto Artitudes femininas, do coletivo Mulheres arte de rua Pará, coloriu muitos muros de Belém, como o dessa imagem no bairro de Benguí. A organização valoriza grafiteiras da Amazônia, abrindo espaço e promovendo o seu reconhecimento. Disponível em: https://expresso.estadao.com.br. Acesso em: 24 maio 2024 (adaptado). Nascida na periferia da Grande Belo Horizonte (BH), produtora completa 15 anos de história: “Não queremos ser uma exceção” Fundada em Contagem, a empresa é uma verdadeira fábrica de filmes premiados. O catálogo foca em produções humanistas e com temas diversificados, e já soma mais de 50 prêmios desde sua criação. A equipe é formada por diretores nascidos e criados na periferia de Contagem, onde não só encontraram boas histórias, mas também aprenderam na prática que a reprodução da realidade iria muito além de um set de gravação. Para os artistas, o diferencial da produtora é justamente o “olhar” para questões socialmente importantes que só as pessoas que cresceram em lugares esquecidos pelo poder público têm. Disponível em: www.g1.globo.com. Acesso em: 25 jun. 2024 (adaptado). A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a valorização da arte de periferia no cenário cultural brasileiro”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. 1º DIA • CADERNO 2 • AMARELO • LINGUAGENS, CÓDIGOS E SUAS TECNOLOGIAS E REDAÇÃO *010275AM20* Questões de 46 a 90

Fazendeiro branco, escravo negro: a imagem icônica produz a ilusão de que a escravidão moderna foi um sistema de dominação racial. De fato, porém, foi um sistema econômico. A escravidão acompanhou a humanidade durante milênios. Nas mais diferentes sociedades, inclusive na África, gente de todas as cores escravizou gente de todas as cores. O capitalismo mercantil acelerou a produção e o comércio de incontáveis mercadorias — e, também, de escravos. Na sua moldura, o tráfico atlântico forneceu africanos escravizados para as Américas. MAGNOLI, D. Uma ilusão de cor. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 9 nov. 2021 (adaptado). O que nasceu primeiro, a escravidão ou o racismo? O tema é complexo, mas há consenso de que o racismo estrutural na Afro-América é consequência da escravidão atlântica. No Brasil, o racismo foi inscrito na própria linguagem, que definia o comércio de escravizados como tráfico “negreiro” e qualificava a maioria de livres não brancos como pessoas “de cor”. Existiam como sujeitos racializados mesmo quando conseguiam ter acesso a algum capital econômico e simbólico para lutar contra o racismo, até mesmo quando se tornavam senhores (ou senhoras) de escravos. MATTOS, H. O negacionismo como erudição. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 9 nov. 2021 (adaptado). No Texto II, o posicionamento crítico ao argumento presente no Texto I sobre a relação entre escravidão africana e racismo na América colonial baseia-se no seguinte aspecto:

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.