Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · Legalle

Atualidades e Conhecimentos GeraisDescobertas científicas e inovaçãoLegalle 2026

Pref S Lourenço Sul

Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

USP cria biossensor barato que identifica câncer de pâncreas em 10 minutos Pesquisadores brasileiros desenvolveram um sensor eletroquímico capaz de detectar o câncer no pâncreas ainda nos estágios iniciais. O dispositivo identifica uma molécula biomarcadora (CA19-9) da doença em baixas quantidades no sangue do paciente, e oferecendo uma alternativa mais simples barata a exames convencionais e menos acessíveis. "Nos estágios iniciais, o câncer de pâncreas é assintomático, o que íaz com que a doença seja identificada, na maioria das vezes, tardiamente. É por isso tambem que é um dos mais letais. Tanto que, nesses casos avançados, a taxa de sobrevida em cinco anos é de apenas 3o/o. A ideia de desenvolver esse biossensor simples e barato surge do princípio de dar acesso à rastreabilidade dessa doenç4", conta Débora Gonçalves, professora do IFSC-USP (lnstituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo) e coordenadora do projeto. No estudo, publicado na revista ACS Omega, os pesquisadores descrevem o funcionamento de um sensor que detecta a presença da proteína CA19-9, o principal marcador biologico do câncer de pâncreas. A proteÍna e frequentemente utilizada como marcador tumoral no acompanhamento da doença, sendo identificada apenas em exames laboratoriais mais complexos. "Nos testes que realizamos com 24 amostras de sangue de pacientes em diferentes estágios da doença e do grupo-controle, obtivemos respostas estatisticamente semelhantes às dos exames tradicionais. O próximo passo do nosso trabalho é ampliar o número de análises e o tipo de amostras, incluindo sangue, saliva e urina disponibilizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto", conta Gabriella Soares, aluna de doutorado em engenharia de materiais da USP, bolsista da FAPESP e primeira autora do estudo. O câncer de pâncreas costuma ser identificado por meio de ensaio imunoenzimático (Elisa), que exige laboratorios equipados, mão de obra qualificada e tempo de processamento longo, quando comparado aos biossensores. "Por isso, o objetivo da pesquisa foi criar uma ferramenta de rastreio de baixo custo que facilite o acesso da população ao diagnóstico precoce, aumentando significativamente as chances de sucesso terapêutico", afirma Soares. O novo sensor atua medindo a capacidade de armazenar cargas elétricas (capacitância) em presença da no sangue dos glicoproteína CA19-9 pacientes, "chave funcionando como um sistema de e fechadura". Isso porque a superfície do dispositivo contém anticorpos quando específicos contra a proteína CA19-9 e, o sangue do paciente entra em contato com o sensor, os anticorpos reconhecem as moleculas do biomarcador e capturam a proteína. A ligação altera a distribuição de cargas eletricas na superfície do eletrodo e o sensor traduz essa variação "Quanto em um sinal mensurável de capacitância. maior a concentração de CA19-9, maior a variação detectada no sensor. Em cerca de dez minutos, o sistema compara o resultado com uma curva de calibração preestabelecida, estimando a quantidade da proteína no sangue. Isso nos permite identificar concentrações muito baixas de CA19- 9, o que possibilita o diagnostico precoce da doença de forma rápida e acessível", explica Soares. Fonte: https.//www.cnnbrasil.com.brlsaude/usp-cria-biossensor-baratoque identif ica-cancer-de-pancreas-em 1 0-minutos/ (adaptado)

O texto apresenta os motivos que justificam a criação do novo aparelho, fazendo comparações com os já métodos existentes. Em relação ao exame tradicional, conhecido como ensaio imunoenzimático (Elisa), a invenção do novo biossensor apresenta grandes vantagens para a medicina. Acerca disso, assinale a alternativa CORRETA.

Sua resposta

Mais questões de Descobertas científicas e inovação

Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.