Língua PortuguesaEstratégias e tipos de argumentoLegalle 2026
Pref Dom Feliciano
Questão de Língua Portuguesa
Quem deve ser condenado por nossos vícios? Comemoro e aplaudo a decisão do tribunal americano de responsabilizar a [Veta e o Google por danos à saúde mental de uma .jovem. Não absolvo as big techs. lrulas nem tudo e culpa delas. Kaley começou a usar o Youtube aos 6 anos para assistir a vídeos sobre brilho labial. Aos 9 driblou o bloqueio ativado pela mãe para entrar no Instagram. O uso constante das redes afetou sua autoestima. E a isolou, em vez de estimular o convívio social. Ela postou centenas de fotos e desenvolveu dismorfia corporal, uma doença mental. A menina passa a ter preocupação obsessiva com a aparência. Acredita ser feia. Distorce sua imagem. Olha no espelho toda hora. Sofre. Quantas meninas se parecem com Kaley? Essa condenação inedita salvará vidas de crianças e adolescentes ansiosos e deprimidos? A decisão abre um precedente. Otimistas acreditam que as bíg techs, para evitar multas e indenizações, mudarão o desenho das plataformas, os conteúdos e os algoritmos que liberam dopamina. Não acredito que Meta e Google façam autocrítica e privilegiem as crianças, em vez dos lucros estratosferi cos. Não é tudo culpa das big techs. A sociedade precisa acordar. Pode ter faltado conversa e atenção na casa da Kaley. E isso e compreensível. É muito difícil, para pais que trabalham fora, manter esse controle diário. Melhor nem ter YouTube na TV, porque até o infantil tem desenhos e games estúpidos, violentos e viciantes. Um horror. Mas o vício e proprio do ser humano. Tenho amiga viciada em Coca-Cola. Em cafe. Chocolate. Em cigarro. Jovens se viclam em vape. Já fui viciada em Rivotril e, depois, Frontal, livrei-me com óleo de cannabis. Há os alcoólatras, mais e menos assumidos. Os workaholics. As drogas pesadas. E o vício da moda, canetas emagrecedoras. Vícios são tambem nossas escolhas. Falta, no caso das redes sociais, a consciência de que podem causar ansiedade, depressão e morte. Falta a Justiça se impor. Faltam os alertas oficiais do Ministério da Saúde, como no cigarro. Redes agem em nós como drogas. Está claro que a rolagem (scro//) infinita, a reprodução automática de vídeos, as notificações e os likes criam dependência. Uso compulsivo. E tedio. Quantas vezes somos sugados pela rolagem de bobagens e paramos de escutar tudo a nossa volta, presos numa bolha? A interação humana tornou-se um desafio. Inf initamente mais com crianças. Sabemos que a competição com as redes e desleal. Filhos e netos escapam para o celular ou o iPad sempre que podem. Então. As b,g techs precisam mesmo ser responsabilizadas por negligência e crueldade com as crianças. São predadoras e gananciosas sim. Os executivos premeditaram. Conheciam os efeitos negativos de seus produtos. Mas todo empresário cobiça produzir algo que vicie o consumidor. Quanto se falou da formula da Coca- Cola? A primeira versão tinha cocaína. Hole, açúcar e cafeína. O que distingue remedio de droga e a quantidade. Overdose de um bom remedio pode matar. Esse criterio e objetivo: o tempo nas redes. E preciso estar no controle e não ser controlado. So adulto consegue - e nem todos. Outro criterio, mais subjetivo, e identificar o conteúdo nocivo, o irrelevante e o construtivo. Gosto muito do meu feed. Kaley está com 20 anos e vai ganhar US$ 3 milhões de indenização - caso o recurso das brg techsseja negado pela Justiça. O TikTok e o Snapchat fizeram acordos extrajudiciais. As multas são merreca para a Meta e o Google. As mães que perderam filhos apos bullyings virtuais comemoram a condenação. O caminho é pedregoso. Uma alegação de Kaley era que ficava no Instagram até pegar no sono. Você faz isso? Conhece alguma criança assim? Eu uso um app de relaxamento e meditação: o Calm. Também é um (bom) vício. Autora: Ruth de Aquino
Considerando todas as inquestionáveis estratégias persuasivas e os recursos práticos de convencimento empregados ao longo de todo o desenvolvimento formal do texto, analise as assertivas abaixo e julgue-as em Verdadeiras (V) ou Falsas (F): A intensa citação das severas dependências quínricas enfrentadas no passado pela propria autora atua como uma forte estrategia argumentativa para demonstrar, na prática, que a extrema fragilidade perante o vício é uma condição humana indesejável, mas universalmente comum. A reflexiva narrativa isenta de forma completa e absoluta os familiares de qualquer pontual responsabilidade na criação dos filhos, afirmando de modo dogmático que a educação inÍantil contemporânea deve ser obrigatoriamente terceirizada de forma integral aos coloridos aplicativos. A nítida comparação abertamente estabelecida erntre o destrutivo cigarro e as engajadoras plataÍormas virtuais serve para exigir de modo público que as autoridades da area da saúde adotem corretas posturas de alerta oÍicial e de regulação estatal sobre os virtuais serviços prestados. Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Mais questões de Estratégias e tipos de argumento
- Instituto IACP 2026Considere a seguinte passagem do Texto: "De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 92% das mortes maternas no Brasil ocorrem por causas evitáveis." (linhas 7 a 9) O trecho des…
- Grupo Talent 2026No tratamento da dicotomia “certo vs. errado”, o texto mobiliza simultaneamente as estratégias de:
- Legalle 2026Ao introduzir o texto com o artigo 25o da DUDH e, posteriormente, citar integralmente o artigo 196 da Constituição brasileira, qual é a estratégia argumentativa predominante?
- Legalle 2026Com base na análise das ideias e estrateglas argumentativas apresentadas no texto, analise as assertivas: I. A menção às crises recentes contribui para reforçar a ideia de resiliê…
- FGV 2026Fiscalizar para punir ou fiscalizar para aprimorar? Essa distinção, aparentemente sutil, marca uma virada importante na forma como o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TC…
Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.
