Questões de Atualidades e Conhecimentos Gerais · NUCEPE UESPI

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Questão de Atualidades e Conhecimentos Gerais

33. “Há alguns anos, em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a “banalidade do mal”. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescasem proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade. (Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145) Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política. a) Pensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o malo trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados. b) Trata-se de uma teoria política do mal, mas atitudes pretensamente boas que se revelam, em última instância, na realização do mal. c) Em última instância, a reflexão política é, ao mesmo tempo, a confirmação da banalidade do mal. d) Apesar disso, no âmbito da filosofia política, todo mal é, por fim, um bem a se realizar. e) Mas Arendt não vê indícios da banalidade do mal nas democracias.

“O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simplórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”. (Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana. São Paulo: Martins Fontes, parte II). “O texto do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, publicado em 1755, é uma resposta à questão formulada em 1753 pela Academia de Dijon, ‘qual a origem da desigualdade entre os homens; ela é resultado da lei natural?’ Tais concursos eram comuns no século XVIII, sobretudo na França e na Alemanha, e, embora o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornoua o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornou-se um clássico do pensamento político”. (Marcondes, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1999, p. 95) 16 Avalie as seguintes afirmações: I. Rousseau analisa as origens do mal na sociedade por uma crítica da organização social. II. A natureza humana originalmente é má, e se caracteriza pela falta de liberdade e instinto de sobrevivência. III. O ‘bom selvagem’ é o instrumento de Rousseau para criticar o homem civilizado. IV. O instinto de sobrevivência e o sentimento de piedade são próprios da corrupção da natureza humana. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.