Língua PortuguesaAposto e vocativoUnifil 2022
Pref Mandaguaçu
Questão de Língua Portuguesa
O que aprendemos em 2020, o pior ano da história Por Claudio Ferraz Da adoção de um dos maiores programas de distribuição de renda do mundo ao engajamento da sociedade civil na luta contra o racismo: uma retrospectiva dos aprendizados deste ano, capaz de provocar mudanças estruturais na próxima década. O ano de 2020 foi considerado pela revista Time o pior ano da história; pelo menos para quem está vivo hoje. No Brasil, foi um ano trágico em muitas dimensões. A gestão incompetente da pandemia foi acentuada pela tragédia do descaso. Descaso ambiental, econômico e educacional do governo federal em diversas frentes. As consequências só não foram piores porque o Congresso e a sociedade civil pressionaram para que medidas positivas como o auxílio emergencial e o novo Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica) acontecessem. Mas de toda tragédia podemos sempre tirar algum ensinamento e neste ano creio que aprendemos muitas coisas que poderão servir para fazer do Brasil um país melhor. Começando pela tragédia da pandemia. Pela primeira vez desde sua criação em 1988, o SUS (Sistema Único de Saúde) esteve nos holofotes da mídia durante tanto tempo. Isso fez com que muita gente que nunca usou o SUS entendesse o papel central de um sistema público e universal de saúde para a sociedade brasileira. Entre julho de 2019 e setembro de 2020, o apoio ao SUS cresceu onze pontos no índice de confiança social medido pelo Ibope. Não que o SUS esteja atuando de forma importante para a saúde brasileira pela primeira vez. As políticas públicas para o combate à Aids foram consideradas exemplares pelas Nações Unidas e conseguiram uma importante redução na contaminação e mortes causadas pelo HIV. Além disso, os ganhos de saúde obtidos desde 1988 foram enormes, como discutem Márcia Castro e coautores no artigo "Brazil's unified health system: the first 30 years and prospects for the future", publicado em 2019 na revista Lancet. Porém, num país desigual como o Brasil, onde convivem sistemas públicos e privados de saúde, quem tem dinheiro ou emprego tende a menosprezar a importância de um sistema público e universal. Essa mudança de percepção, se aconteceu na classe média, pode afetar diretamente a escolha política de prioridades no orçamento público, o que pode ser bom para uma maior igualdade no acesso à saúde pública futura. Um segundo evento central neste ano foi o movimento #BlackLivesMatter (#VidasNegrasImportam) e sua influência no debate racial brasileiro. Apesar da mobilização existir desde 2013, foi o assassinato brutal de George Floyd pela polícia de Minneapolis que incendiou os EUA. Os protestos americanos chegaram rápido ao Brasil, onde o racismo e a violência contra a população negra é assustadora, porém ignorada historicamente por grande parte da mídia e pela elite. Pela primeira vez a sociedade brasileira parece ter acordado para a questão do racismo e das desigualdades raciais. Diversos intelectuais negros, acadêmicos e representantes de movimentos sociais conquistaram espaços em programas de televisão, jornais e mídias sociais, algo que nunca havia acontecido. Essas vozes também estão chegando, de maneira poderosa, não só ao ambiente político mas também ao ambiente empresarial. A introdução de um programa de trainees somente para negros pelo Magazine Luiza foi inovador e gerou uma grande discussão nacional. Disponível em https://www.nexojornal.com.br/colunistas/2020/O-que-aprendemosem-2020-o-pior-ano-da-hist%C3%B3ria
Sobre a vírgula no título do texto, é correto afirmar que
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Questão de prova oficial, com o gabarito definitivo publicado pela banca. Reproduzida para fins de estudo.

